 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
DeviantArt dos Contos de Hizketch
iSketch
iSketcheiros Brasil
iSketch Awards 2005
iSketch Awards 2006
iSketch Awards 2007
iSketcheiros Aruenados
Los Isketcheros
iSketcher
Contato
|
Quarta-feira, Outubro 03, 2007
|
Capítulo 2 – Absolute Begginers
- Corre, Samuel! – Gritou Pedro Bergamoso enquanto ele mesmo corria pelas ruas de Haport, capital de Ledika, fugindo de uma tropa policial.
Pedro era um garoto alto, de cabelos loiros escondidos sob sua boina vermelha, trajando seu macacão verde e blusa branca. Pedro era um ladino.
- Tô correndo, tô correndo! – Respondeu Samuel Trezoito, fugindo dos mesmos guardas.
Samuel era um garoto baixo, de cabelo escuro e curto, vestido com um colete marrom sobre sua roupa. Mas o que mais chamava a anteção neste momento era o amuleto dourado que Samuel segurava. Samuel também era um ladino.
Ladinos são pessoas aventureiras, especialistas em criar e desarmar armadilhas, arrombar fechaduras, escalar muros e andar furtivamente. Ou ainda, ladinos são pessoas que tentam fazer todas estas coisas. Este era o caso de Samuel e Pedro.
Mesmo não sendo os melhores exemplos de ladinos, Samuel e Pedro conheciam as ruas de Haport melhor que os guardas. Foi por isto que eles os despistaram, escapando por uma pequena fresta num muro, que dava para um gueto aparentemente seguro.
- Também... De quem tinha que ser a idéia de roubar um artefato mágico do maior alquimista do mundo? E roubar a pedido de um homem que você nem viu o rosto? – Perguntou retoricamente Pedro.
- Ah, Pedro, nem vem! Eu disse que vi dinheiro, e muito dinheiro na mão do cara. Achei que valia a pena tentar pegar isto – respondeu Samuel erguendo o amuleto até a altura de seus olhos – o que não era muito alto, mas este é um comentário altamente desnecessário - para depois guardar o amuleto no bolso.
- Valia a pena, valia a pena... Você nem viu o rosto do tal cara, ele nem pagou uma parte adiantada e você faz a gente roubar um artefato de Denush! Você tem noção do que isto significa? Provavelmente todo exército de Ledika está atrás de nós! Fora que, se o grande alquimista Denush nos pegar ele pode nos transformar em rato elétrico, urso ou até num pilar! Irc...
- Fica calmo, Pedro! Deu tudo certo! Só falta nós levarmos o amuleto pro tal cara e... – Samuel interrompeu sua fala ao ver 5 policiais caminhando em sua direção
- E escaparmos, né? Sua “sorte” aprontou para nós novamente, Samuel! Taí, acabou! – completa Pedro
- Realmente, acabou para vocês – disse a voz ríspida do guarda policial, enquanto avançava sobre o gueto – Agora, basta me entregarem o amuleto que tudo acabará bem. – Após uma pausa ele continuou – Quer dizer... Bem para mim! Quanto a vocês...
- ... poderíamos bater um papo amigável, né? – interrompeu Samuel, recuando pelo gueto juntamente com Pedro – Por favor, seu Comandante, podemos ser mais comedidos? Foi só um artefato mágico do alquimista mais poderoso que se tem notícia... Puff... Aposto que você assina vários relatórios assim ao final do dia. Talvez nós possamos discutir isto num churrasco com a família, que tal? Aposto que a patroa gosta de alcatra! Eu levo a carne e...
Samuel podia ser um fracassado em vários aspectos, mas era um mestre na arte do “falar, falar, falar e não dizer nada”.
- Ou que tal uma prisão gélida e sombria? No meu ponto de vista é mais justo – argumentou o comandante da tropa policial.
- Ahn... Talvez não... – respondeu Pedro olhando para uma silhueta familiar que chegava no gueto atrás dos guardas.
- Su permause selamigo... Vai salva lodo perigo! – Cantou Peko, a figura avistada por Pedro
Peko era um bardo, conhecido de Samuel e Pedro. Bardos são aventureiros andarilhos, geralmente contadores de histórias que, mais geralmente ainda, usam músicas para narrá-las. Por isto sempre portavam instumentos musicais portáteis. O banjo de Peko se enquadrava nesta classificação. E era este banjo que ele dedilhava enquanto dizia:
- Ah, não! Vou ter que livrar vocês de outra confusão?
- Poxa, Peko! Desta vez é coisa pequena. Na verdade, é isto aqui! – respondeu Pedro erguendo uma corrente dourada e lançando para Peko. Este, por sua vez, agarrou a corrente, se tornando alvo dos olhares dos guardas.
Por um instante, todos pararam. A visão dos guardas estava sobre Peko. A visão de Samuel estava sobre Peko. A visão de Pedro também estava sobre Peko. A visão de Peko estava sobre a corrente que ele segurava agora.
No instante seguinte, todos continuaram parados.
- Ahn, Peko... Eu acho que esta é a parte que você deve correr – Disse Samuel, interrompendo a inércia de todos.
- Ah! – Foi a última palavra de Peko antes de correr perseguido pelos guardas.
Apenas o comandante da tropa policial parou e olhou para trás, voltando-se para o gueto. Mas era tarde. Samuel e Pedro já haviam escapado escalando a parede do gueto. Eles podiam não ser bons ladinos, mas ainda eram ladinos.
- Pedro – disse Samuel, correndo, mas longe de qualquer guarda – Só pra saber, o que você jogou pro Peko?
- Ah! Era uma corrente de ouro que eu sempre carrego. Recordações, sabe? – responde Pedro.
- Hmmm, entendi. Será que Peko escapa com ele? Se não eu pago com a minha parte da recompensa.
- Faça como eu, não se preocupe com isto agora. Estou mais preocupado como encontrar o tal cara para entregar este amuleto.
- Ah! Combinei de encontrar com ele amanhã, na Taverna de Skoll.
- O quê? Mas não tem jeito de chegar lá sem encontrar com mais guardas.
- Tem sim! – disse Samuel com uma expressão de “você não vai gostar nada disto” – Teremos que passar pela Floresta Próxima.
Escriturado por: Sir Refevas
Comentários:
|
|