 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Quarta-feira, Outubro 10, 2007
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Capítulo 3 –Games Without Frontiers
Sir Markytus ficou tão estupefato quanto Sir Pelicanos quando este lhe relatou tudo o que Cohim havia anunciado. Mas ninguém ficou tão arrasado com esta notícia do que a Rainha Elieda, afinal, sua filha fora seqüestrada e o paradeiro do maior de seus guerreiros era incerto.
Mas algo precisava ser feito, e era o que Sir Markytus, Sir Pelicanus e Cohim tentavam decidir na sala de reuniões do Castelo de Ledika quando foram interrompidos pelo grande alquimista Denush, que entrava enfurecidamente no recinto:
- Onde está Sua Majestade? Preciso alertá-los de que roubaram um dos meus artefatos mágicos! Um dos mais poderosos!
Os três guerreiros se entreolharam. Sir Pelicanus respondeu:
- Sei que isto soará absurdo, mas estamos, neste exato momento, tentando resolver alguns problemas de maior urgência. Podemos classificá-lo caso de segurança nacional.
- Sir Pelicanus, você não está entendendo... Quando eu digo que era um dos mais poderosos, é porque a situação é realmente crítica! Você não tem noção do perigo que estamos passando e...
- Oxi, Denush – replicou Sir Markytus – entendo sua situação, mas compreenda que nós realmente estamos numa situação crítica e que...
- Mas, – interrompe o alquimista - como algo pode ser tão crítico quanto isto? Eu acho que vocês...
Sir Pelicanus não ouviu o término da frase de Denush, e para ele pouco importava. Toda esta discussão enfurecera tanto o guerreiro ruivo que ele perdeu o controle. Tentemos entender Sir Pelicanus: Em um dia ele descobre que a princesa Liz foi seqüestrada; que Art está com um exército tão poderoso que aniquila quaisquer tropas contrárias a ele; que Sir Tchelus, um irmão para Pelicanus, está desaparecido ou morto; E que agora um artefato mágico estava em mãos incertas. Era muita notícia ruim para um dia só. Era segunda-feira.
- Denush! – interrompeu Sir Pelicanus – Nós estamos numa situação crítica de guerra declarada e segurança nacional. Tão crítica que a Rainha não está em condições emocionais para atendê-lo. E você vem nos incomodar falando sobre um artefato seu roubado? Como o, assim proclamado, maior alquimista do mundo deixa roubarem um de seus mais poderosos itens? Irresponsabilidade sua, problema seu! Espero que trate de resolver este problema logo, sem me incomodar mais com este assunto!
Esta atitude espantou a todos. Cohim esgasgou o que ia falar. Markytus disse um “Oxente” baixo demais para que os outros pudessem ouvir. Denush ficou um longo instante boqueaberto, até seu maxilar inferior entender que o melhor a fazer era fechar a boca e calar-se um instante. Sir Pelicanus estava tão nervoso que sua face tornava-se tão vermelha quanto seu cabelo.
Após um curto instante, interminável para os presentes, Denush se virou e foi embora resmungando baixo:
- Mais crítico... Mais crítico... Quem ele pensa que é...
Sir Pelicanus se voltou para os outros guerreiros, dizendo:
- Então, onde nós estávamos?
- Oxi, Pelica... Você acha que este roubo tem a ver com o Art? – perguntou Markytus.
- Duvido muito – ele respondeu – Art pessoalmente não poderia chegar em Ledika mais rápido do que Cohim. E ele ainda é detestado o suficiente para que tenha pessoas hábeis assim trabalhando para ele...
- Bem, é o que vocês dizem – disse Cohim – Mas o exército que eu vi nas Terras Ermas não era nada pequeno...
- Este sim é um ponto que eu não entendo... Mas, o mais importante agora é decidir o que fazer.
- E você sabe o que deve ser feito. A voz de Eleida ecoava na sala de reuniões no mesmo instante em que ela adentrava o recinto. Nenhum dos três guerreiro havia visto na rainha a expressão facial que ela portava agora: Era um misto de inconformidade, tristeza e raiva.
- Eu imaginei que esta seria a saída – disse Pelicanus – Mas também precisamos mais do nosso exército.
- Que saída? – perguntou Cohim, esperando sanar a dúvida que ele e Markytus tinham neste instante
- Pedir auxílio do segundo exército mais poderoso de Hizketch, para acabar com esta história de uma vez por todas. – responde a voz da Rainha, ainda transparecendo a ira que sentia - Pelicanus, você sabe muito bem que não podemos usar todo o exército dela... Se eu bem a conheço, ela tentará ajudar com a maior tropa possível. Não quero isto... Diga-a para lhe confiar apenas uma centúria, ou talvez duas... – agora, a rainha se voltava para o ágil guerreiro Cohim – E você, Cohim, liderará o restante do meu exército até Ledika. Deixe aqui, em nossa terra, apenas o suficiente para a defesa do nosso reino.
- Mas... Eu liderarei? – indagou Cohim – E quanto a Sir Markytus?
- Ele irá com Sir Pelicanus. – disse a Rainha voltando-se para Markytus – Acho melhor vocês dois irem por mar. Art deve ter espiões por aqui... Pelo continente a chance de algum avistar vocês é maior. Que nada de mal ocorra nesta jornada, meu filhos!
Neste exato momento, Sir Pelicanus e Sir Markytus se curvaram perante a Rainha Elieda e saíram da sala de reuniões. Eles eram dois dos Três Grandes Guerreiro de Ledika, e sabiam como cumprir as ordens de sua Rainha, quanto mais as urgentes.
- Só mais uma coisa, Cohim, – disse a Rainha Elieda para o único guerreiro que restava na sala de reuniões – conheço a sua velocidade e sua presteza, por isto mesmo, antes de reunir todo o exército necessário e partir para as Terras Ermas, peço-lhe que descanse e faças isto amanhã. Tivestes uma viagem longa até aqui e creio que a jovem Raphaela esteja com saudades de ti.
- Muito obrigado, Vossa Majestade – disse Cohim, curvando perante Elieda, antes de sair da sala de Reuniões.
Escriturado por: Sir Refevas
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