 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Quarta-feira, Outubro 17, 2007
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Capítulo 4 – Welcome to the Jungle
A Floresta Próxima era, como seu nome tenta explicar, uma floresta. E, como tal, era densa, úmida e escura, resultado da sua grande quantidade de ávores altas e frondosas que cobriam o Sol na maior parte do dia. E se o sol resolvesse aparecer de noite, também seria coberto. A Floresta Próxima era, como seu nome tenta explicar, próxima. Pŕoxima a Haport, capital de Ledika e sede do Castelo Real. Tão próxima que parte da floresta invadia a cidade. E é nesta parte que duas figuras familiares se encontram no momento:
- Samuel de todas as suas idéias estúpidas, esta é a mais imbecil! A Floresta Pŕoxima dá calafrios a qualquer um! Ainda mais se este qualquer um está acompanhado de um azarado como você! - resmunga Pedro Bergamoso, num tom alto o suficiente para Samuel entender seu nervosismo e baixo o suficiente para deixar claro que ele está com medo de algo que ele não sabe e não tem a mínima vontade de saber.
- Pedro, Pedro, eu prefiro encarar a Floresta Próxima do que toda a guarda policial de Haport! Acho que até os guardas devem ter medo daqui - responde Samuel, que não pôde esconder o barulho de seus ossos tremendo de medo - e este é o único lugar que dá para sair da cidade sem que tenha um muro ou um portão vigiado.
- Mesmo assim, os guardas podem pensar igual a você e vir nos procurar aqui! - diz Pedro, olhando desconfiado para todas as direções enquanto caminha na pavorosa floresta - Você realmente sabe como sair daqui?
- Então, você prefere a verdade ou a resposta que mais agrade seus ouvidos?
- Já imaginava! Até já vejo que ficaremos perdidos tempo o suficiente para que nos encontrem. Realmente, Samuel, você é o antônimo de amuleto...
- Falando em amuleto, Pedro, você acha que Denush pode sentir onde ele está? - Questiona Samuel.
Já que não demos nenhuma descrição do amuleto, vamos remediar a situação: O amuleto era redondo, dourado, pequeno o suficiente para se esconder dentro de uma mão fechada, preso a um cordão que, neste momento, repousava sobre o pescoço de Samuel.
Esta era a descrição que Pedro e Samuel poderiam informar sobre este artefato. Mas, qualquer um da minoria que tem conhecimentos arcanos, poderia dizer várias coisas mais, como a proporção áurea que havia entre a circunferência do amuleto e o círculo interior milimetricamente desenhado no centro dele. Ou ainda sobre o porquê do tom azulado que o amuleto refletia quando exposto ao Sol. Mas, como apenas uma minoria poderia falar isto, vamos nos ater a primeira descrição.
- Eu acho - responde Pedro - que se ele pudesse sentir e encontrar o amuleto, já estaríamos fritos, mortos, transformados em pandas, ou qualquer situação semelhante...
- É, faz sentido! - conclui Samuel, enquanto caminhava e tentava descobrir a saída daquela sombria floresta.
O silêncio só era quebrado pelos murmúrios da Floresta, que, por sua vez, eram quebrados pelo tremer dos ossos dos dois ladinos. Aquela era uma trilha sonora tão apavorante que a idéia de continuar a ouvi-la parecia pior do que a idéia de ser capturado. Pedro tentou quebrá-la, porém, neste instante, eles ouviram um barulho que parecia ser produzido por uma voz humana:
- Rsrsrsrsrsrsrs
- Samuel, foi você? - pergunta Pedro.
- Ahn, não foi você? - replica Samuel.
- Não, não, fui eu, rsrs. - responde a voz misteriosa.
O grito emitido pelos dois jovens ecoou pela Floresta, enquanto eles corriam desesperadamente em qualquer direção, até que um tropeçou no outro e ambos caíram. Após caírem, ambos olharam para a árvore que se encontrava a sua frente e, mais especificamente, para a mulher que descia pelo tronco da árvore, como se rastejasse pelos galhos. Os dois ladinos sentiram vontade de gritar mais uma vez, e satisfizeram este desejo com muito ânimo, correndo em círculos enquanto gritavam.
- Chega, chega, rsrsrs! Podem se acalmar! - responde a figura que agora chegava ao chão - Vocês, aventureiros, têm que ser mais criativos na hora de se assustarem, rsrs!
- Qu... Quem é você? - Gaguejou Pedro.
- Meu nome é Tisha, rsrs! Sou moradora e guardiã da Floresta Próxima, rs! E vocês, quem são, rsrs?
- M-m-meu nome é Pedro. P-Pedro Bergamoso - disse Pedro - e este aqui é Samuel Trezoito - continuou Pedro ao perceber que a mente e o corpo de Samuel teimavam em não se encontrar - somos meros ladinos e vie...
- É sempre bom ver gente nova por aqui, rsrs! - Interrompe Tisha - Peço perdão se não posso falar com vocês por mais tempo, mas a Floresta acaba de receber mais visitas! Tem sido um dia bem atípico hoje, rs!
Neste momento, Tisha subiu em outra árvore com uma velocidade espantosa e desapareceu da mesma forma que havia aparecido.
- Pedro - disse Samuel, agora em estado semi-catatônico - você entendeu alguma coisa?
- Quase nada, desde o primeiro "rsrs" - respondeu Pedro - Só entendi que tem mais gente na Floresta, o que é péssimo para nós!
- Então, devemos escapar o mais rápido possível daqui...
E, assim que a insanidade dos dois ladinos voltou ao seu nível normal, eles voltaram a tentar sair da Floresta. Sem saber que coisas mais incríveis viriam a acontecer.
Escriturado por: Sir Refevas
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