 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
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 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007
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Capítulo 6 – Trouble
Pedro e Samuel estavam atônitos. Eles mesmo não poderiam garantir se o que lhes dava mais medo era encontrar pessoas na Floresta próxima, ou se era o fato destas duas pessoas portarem a armadura de alto-oficial do exército de Ledika. O que ambos podiam garantir é que dava medo.
Markytus e Pelicanus mantinham sua posição de combate. Eles também estavam assustados demais para que tentassem interromper a inércia. Ainda que este pavor fosse bem menor que a dos dois garotos.
Se tem uma diferença entre Pedro e Samuel, é que o primeiro pensa infinitamente mais rápido. E foi o que ocorreu neste instante, quando Pedro começa a golpear Samuel dizendo:
- Eu, eu... Eu disse! Seu azar, mais uma vez, armou contra nós! Fomos pegos, e pelos Cavaleiros de Ledika! Eu te avisei que não era coisa boa!
- Calma, Pedro! Calma! Poxa, eu pensei que seria uma boa idéia! Era uma quantia grande em dinheiro para recusar! Fora que nem parecia tão difícil pegar este amuleto - responde Samuel, es esquivando dos golpes de Pedro.
Os dois guerreiros olharam curiosos para os dois garotos enquanto abandonavam sua postura de combate, para, logo depois, olharem um para o outro. Markytus esboçou um sorriso. Pelicano tentou fazer o mesmo, mas Markytus era melhor nesta arte.
- Mas, podia ter planejado melhor, viu? Aceitar ordens de estranhos, sem saber o perigo envolvido? Você já foi muito mais prudente, Samuel, e... - Se interrompeu Pedro ao perceber que alguém cutucava o seu ombro - Po-po-po-pois não? - Gaguejou Pedro se voltando para os guerreiros.
- Oxi, assim, hoje é um dia bem atípico, sabe? Já vi e ouvi de tudo hoje. Por isto não tenho certeza, mas, vocês falaram algo sobre amuleto? - Pergunta Sir Markytus.
- Poxa, não lembro! Dissemos, Samuel? - Pergunta Pedroso.
- Rapaz, minha memória não está muito boa! Acho que vi umas ervas medicinais logo ali! Vou pegar umas para ver se elas me ajudam a lembrar e talvez depois disto, eu... - dizia Samuel enquanto andava cautelosamente para a esquerda, mas fora interceptado pela espada de Sir Pelicanus.
- Talvez, vocês possam interromper este joguinho! - disse o guerreiro ruivo - Não é por nada, buscar este amuleto nem era nossa prioridade, mas, já que estamos aqui, é nossa obrigação reavê-lo.
Neste instante, Pelicanus aproxima a sua espada do pescoço de Samuel, que paraliza de medo. A espada de Pelicanus encontra um cordão dourado e, cuidadosamente, vai o retirando do pescoço do ladino, revelando um amuleto circular dourado preso ao cordão. Foi exatamente neste momento que a situação perdeu o controle.
Rapidamente, Pedro pega uma pedra e arremessa contra o cordão, atrapalhando a tarefa realizada pela espada, e fazendo o cordão respousar novamente contra o pescoço de Samuel.
Samuel, assustado, esquiva-se e consegue escapar de Pelicanus, mas não antes de ser interceptado por Markytus.
No momento em que Markytus vai em direção a Samuel, Pedro, empunhando uma simples adaga, vai em defesa do amigo.
Markytus inicia uma série de golpes com sua espada. Golpes não muito fraco, mas o suficiente para enfrentar dois ladrõezinhos.
- Oxi, vai me enfrentar com esta faquinha de padaria? Qual a próxima coisa que você vai usar contra mim? Uma vassoura? - Pergunta e gargalha Sir Markytus.
- Talvez - disse Pedro enquanto tentava aparar os golpes da espada com sua adaga - Pelo jeito, você deve ser Sir Markytus, estou certo?
- Oxi! Rapazote bom este aqui! É, você é bom de reconhecer, admiro isto, mas, Seu Vassoura, não está na hora do joguinho acabar? - Responde Markytus, quando, com um golpe de sua espada, desarma o garoto, lançando longe sua adaga.
- Talvez. - responde Samuel, próximo a adaga e pronto para pegá-la.
- Concordo - disse Sir Pelicanus, agarrando Samuel numa chave de braço - Agora, vamos nos aquietar e conversar!
Tudo parecia sob controle para os guerreiros. Markytus empunhava sua espada apontando-a para Pedro. E, Samuel, próximo a adaga, encontrava-se imobilizado, agarrado por Sir Pelicanus.
Creio que deixamos nítido que Samuel tinha mais azar do que a própria definição da palavra azar. Se não deixamos, que fique bem claro agora. Mas, neste instante, Samuel gastou todo o pouco de sorte que lhe restava para o resto da sua vida.
Samuel conseguiu, com o pé, puxar a adaga e, ainda com seu pé, "chutou" a arma para a sua mão, arranhando uma das mãos de Pelicanus que, com isto, o soltou, deixando Samuel livre para arremessar a adaga de volta para Pedro.
Tudo isto foi possível porque foi realizado num curto espaço de tempo, e porque ninguém esperava esta ação. Pelicanus, tentando controlar a dor da sua mão esquerda, ficou espantado. Sir Markytus ficou estupefato. Pedro ficou tão abismado que esqueceu de pegar a adaga que fora lançada para ele, adaga que fincou na árvore que se encontrava próxima a Pedro.
Samuel correu para o lado de Pedro. Ele sabia que, entre uma situação difícil sozinho e uma situação difícil acompanhado, a última era infinitamente mais agradável (claro que esta teoria depende do fato companhia envolvida, mas, fechemos este parêntese e voltemos a narrativa).
Markytus, que começava a perder a calma e não encontrava mais motivos para rir da situação, empunhou sua espada com as duas mãos e, golpeando o ar, encurralos ou garotos entre ele e uma árvore.
Markytus ergueu sua espada até a altura de sua cabeça e se preparava para atacar Pedro e Samuel.
Lado a lado, localizados onde a espada de Markytus faria sombra caso o Sol terminasse sua rixa com a Floresta Próxima, Pedro e Samuel se abraçaram e congelaram de medo, e a respectiva vida inteira de cada um passou por suas mentes. O que durou pouco, afinal, ambos não haviam vivido muito e um golpe de espada não demora para ser desferido.
Porém, Sir Markytus parou.
Samuel e Pedro piscaram os olhos.
Sir Markytus permanecia imóvel, com sua espada erguida sobre sua cabeça.
Como sempre, não se ouvia nada na Floresta Próxima. Exceto uma baixa e suave melodia.
Escriturado por: Sir Refevas
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