 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
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Quarta-feira, Novembro 14, 2007
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Capítulo 8 – Rumors
- Tchelus! - grita Sir Markytus, sem esconder seus olhos marejados de alegria, abandonando suas armas e correndo para abraçar o lendário guerreiro. - Rapaz, como é bom te ver!
- É muito bom revê-lo também, Marky - diz Tchelus, soltando seu típico pequeno sorriso e correspondendo ao abraço - e é muito bom revê-lo também, Pelicanus!
- Tchelus! - diz Sir Pelicanus, que embora sentisse o mesmo que Markytus, permanecia mais contido - Pensamos que estivesse morto!
- Não, não! - diz Tchelus ao se soltar do abraço de Sir Markytus, indo abraçar o guerreiro ruivo - Art nunca esteve tão poderoso quanto agora, mas não é pra tanto! Andy então percebeu minha ausência e mandou Cohim para avisar?
- Sim, Tchelus, sempre mestre na dedução! Todos pensam que você está morto, e avisaram a nós e a Rainha! Por quê você desapareceu assim? Por quê Art está tão poderoso? - questiona Pelicanus, quando finalmente termina o abraço dos guerreiros.
- Calma, irmão! Calma, tudo ao seu tempo! - responde o mítico guerreiro indo em direção a três jovens.
Pedro, Samuel e Peko permaneciam imóveis, desde que o vulto se revelou ser Tchelus. Os três sabiam que este era o melhor momento para fugir, mas, como todos em Hizketch, já tinham ouvido falar sobre Sir Tchelus, logo, sabiam que a opção "fuga" seria a idéia mais insana que eles poderiam ter.
Tchelus encara os três jovens e, após esboçar um pequeno sorriso, pergunta a Samuel:
- Você está com o amuleto, não?
- E-e-e-eu estou si-si-sim! - responde o ladino.
- Então, gostaria de fazer o favor de me entregar agora? - diz Tchelus levantando sua bolsa de dinheiro em direção ao rapaz.
- Si-si-sim! - responde Samuel, que retira o amuleto de seu pescoço e o entrega a Sir Tchelus.
- Agora, venham conosco! - diz Sir Tchelus, guardando o amuleto e a bolsa de dinheiro.
- Quem? Nós? - pergunta Pedro espantado.
- Sim, os três! - responde Tchelus.
- Mas, esta não é a parte em que nós recebemos o dinheiro e terminamos a nossa missão felizes e saltitantes? Para onde você quer nos levar? - diz Samuel.
- Para onde eu prometi que lhe entregaria o dinheiro! Vamos à Taverna de Skoll! - responde Tchelus.
Neste instante, Tchelus começa a andar, e entrega um alforge para cada guerreiro:
- Vamos, explicarei tudo na taverna, onde uma amiga minha nos espera. Para não chamar a atenção, guardem as partes maiores da armadura nestes alforges. Vocês vão encontrar um manto aí dentro, peguem e com ele cubram suas cotas de malha. Fica difícil ser discreto portando a armadura real de Ledika.
Os dois guerreiros obedecem rapidamente. A palavra de Tchelus, para eles, era menor apenas que a da Rainha Elieda. Tchelus agradece e se despede de Tisha, enquanto os três garotos se encontravam desorientados. Uma coisa era fugir da Guarda de Haport, outra era enfrentar dois dos Três Guerreiros de Ledika e a mais insana era enfrentar Sir Tchelus. Não havia o que discutir.
Tchelus sabia exatamente o caminho e logo saiu da floresta, acompanhado pelos demais cinco. Era meio da tarde e a caminhada até a Taverna de Skoll duraria até o ocaso. Poderíamos descrever como foi todo o caminho, mas seria uma narrativa cansativa e excessivamente maçante. Podemos resumir que a viagem foi silenciosa, com todas as mentes imersas em dúvidas. O silêncio era quebrado esporadicamente por Samuel, fazendo perguntas como: "Nossa presença é realmente necessária?" e "Já fizemos nossa parte, não podemos voltar?". Todas as vezes que Samuel fazia estas perguntas, recebia olhares reprovadores como resposta, até que o garoto caiu em si e se calou. Infelizmente, para os demais, esta consciência tardou a aparecer.
A Taverna de Skoll é a maior taverna de todo Hizketch, tanto em tamanho, quanto em frequência de clientes. Foi criado por uma ex-aventureira, Skoll, provavelmente a mais brava guerreira que passou por Hizketch (em todos os sentidos da palavra "brava"). Existe um ditado em Hizketch que diz: "Só existem três dores insuportáveis: A dor de parto, a dor causada por pedras nos rins, e uma porrada bem dada de Skoll. Das três, apenas a última traz uma dor irrecuperável". A taverna é localizada estrategicamente na estrada que liga Haport aos "Cais", principal porto de Ledika.
Quando o Sol desapareceu no horizonte, provavelmente porque estava ocupado e tinha mais o que fazer além de ser ignorado pela Floresta Próxima, dando lugar a um belíssimo luar, os três guerreiros e os três jovens chegam a Taverna de Skoll.
Chegando à entrada, os seis ouviram barulhos de golpes desferidos e vidros estilhaçando. Antes que pudessem chegar à porta aberta, um homem bêbado é lançado para fora, chutado por alguém. Olhando para dentro da taverna, os seis vêem uma mulher apontando para o bêbado, com um machado preso a sua cintura, gritando:
- E se quiser voltar aqui, trate de ler as regras!
Sir Pelicanus, sorrindo, disse:
- Tem coisas que nunca mudam! Olá, Skoll!
Tchelus, Markytus, Pelicanus e Peko andavam em direção a Skoll, que os encarava desconfiada. Pedro e Samuel olharam a parede à direita da entrada, onde uma placa tinha os dizeres: "Regras". Eles ficaram com preguiça de ler tudo, e nem era necessário, afinal, eles estavam tão atemorizados na presença dos Três Guerreiros que não fariam nada estúpido. Skoll deu uma breve gargalhada ao reconhecer os três guerreiros, e disse:
- Vamos, vamos entrando!
E assim foi feito pelos seis.
Os visitantes da Taverna de Skoll são unânimes em afirmar que a taverna parece bem maior vista por dentro do que por fora. Os visitantes humanos, claro. Os Lemmus (uma raça humanóide cujos hábitos parecem suicidas e estranhos, para as pessoas normais, se é que existem tais pessoas) afirmam o contrário, mas o senso de tamanho deles é tão distorcidos que eles não vêem diferença entre lagos e oceanos.
A Taverna consiste em um salão grande, com várias mesas redondas espalhadas no local. O que dificulta o velho hábito de juntar as mesas quando se sai com um grupo muito grande. Skoll adora ouvir alguém berrar "Se as mesas fossem quadradas, seria mais fácil", pois isto sempre inicia uma discussão que termina em briga. Brigas que Skoll sempre adorou participar e solucionar.
Em cada canto da parede de frente à entrada, uma escada leva ao nível superior da taverna, e uma escada leva ao nível inferior da taverna. Na parte central desta parede, se encontra um enorme balcão, onde uma mulher limpava calmamente alguns copos, porém se retirou para apartar uma briga que acontecia no nível superior da taverna.
Skoll entrou no balcão e disse:
- Pelo jeito, Mag vai estar ocupada lá em cima!
Mag é a irmã de Skoll, co-fundadora da taverna e a mente sensata por trás das finanças do estabelecimento.
Tchelus, Peko e Pedroso se sentaram nas cadeiras de frente ao balcão. Markytus e Pelicanus preferiram permanecer em pé. Samuel não tinha estatura para sentar nas altas cadeiras de frente ao balcão.
- Gostaria muito de falar com Mag depois! Mas, temos coisas urgentes a discutir! Ela está aqui? - diz Sir Tchelus.
- Está sim, só descer a escada a direita, na segunda porta! - diz Skoll apontando com o polegar.
- Não gostaria de voltar a lutar, Skoll? Sua presença seria muito útil para nós agora - diz Tchelus.
Skoll gargalha, dizendo:
- Ah, meu amigo, eu prefiro ficar por aqui! Por mais que pareça uma profissão parada, meu machado não fica nenhuma noite sem ser usado! Aqui fico ciente de coisas de todo o Hizketch, aparto e entro em algumas brigas e fico mais perto das coisas que eu mais amo - neste instante, Skoll aponta para vários barris de cerveja, logo depois apontando para sua irmã, Mag, que permanecia no nível superior.
- Entendo, então outro dia discutimos os bons e velhos tempos! - diz Sir Tchelus - Porém, temos que ir!
- Mande-nos umas cinco cervejas, para começar - diz Pelicanus.
- E um copo de leite com groselha! - diz Samuel.
Todos lançam um olhar estranho para o jovem ladino, que fica mais confuso ainda ao ver todos os demais gargalhando.
Neste instante, o guerreiro desce às escadas outrora apontadas por Skoll, e é acompanhado pelos cinco. O nível inferior é dividido em cinco cômodos, que podem ser usados como quartos, depósitos, sala de reuniões ou qualquer outra coisa que brote na mente insana de Skoll.
Tchelus abre a segunda porta, adentrando o recinto, e é logo seguido pelos cinco. No recinto, só se encontrava uma mesa, com sete cadeiras, uma ocupada, por uma mulher usando um manto púrpura que a cobria por inteiro. A luz era fraca, mas suficiente para enxergar. O rosto da mulher era sereno, com cabelos negros compridos e uma expressão de preocupação.
Tchelus tranca a porta e diz:
- Sentem-se. Agora é a hora de explicar tudo!
Escriturado por: Sir Refevas
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