 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
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Quarta-feira, Novembro 21, 2007
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Capítulo 9 – Who Can It Be Now
Mag desceu as escadas que a levavam do piso superior ao balcão da taverna de Skoll, onde a dona da taverna colocava copos cheios de cerveja em uma bandeja. Mag se aproximou de sua irmã, e disse:
- É Sir Tchelus, não?
- Sim - respondeu Skoll - Em um excelente disfarce! Mal consegui reconhecê-lo! Como você descobriu?
- Sua aura é única! Mesmo envolto em panos imundos, eu sinto sua nobreza e sua bondade.
- Bem - disse Skoll - gostaria de levar esta bandeja até eles? Estão no segundo quarto.
- Levarei - disse Mag pegando a bandeja - Apenas um copo de cerverja preta? Sir Pelicanus está com eles então! Isto é muito bom! Mas, o que é este líquido rosado?
- Leite com groselha - respondeu gargalhando Skoll - É cada figura que aparece por aqui, não?
- Sim - disse Mag também gargalhando. Ela pegou a bandeja e deu dois passos. Parou e, após um curto espaço de tempo, voltando-se à sua irmã, disse:
- Algo grande vai acontecer, Skoll. Algo muito grande!
Skoll concordou com a cabeça, logo depois mergulhando em seus pensamentos, enquanto Mag descia as escadas que levam ao piso inferior.
No segundo quarto do piso inferior da Taverna de Skoll, Sir Tchelus calmamente descobria o capuz de sua cabeça, dizendo:
- Em primeiro lugar, as apresentações. Esta é minha amiga Angela, da cidade portuária de Janver, uma excelente maga.
Angela fez uma reverência com a cabeça, e logo foi respondida pelos demais, a saber, os guerreiros Pelicanus e Markytus, os ladinos Samuel e Pedro e o bardo Peko.
- Os demais já se conhecem, ela já fora informada sobre vocês. A presença de Angela é necessária, porque a ameaça agora precisa ser detida com coragem, espada, e também magia - disse Sir Tchelus, enquanto se sentava na última cadeira livre - Agora os deixarei a par do que vem ocorrendo.
Neste momento, os sete presentes ouviram alguém bater na porta. Sir Pelicanus começou a se levantar , porém Tchelus levantou primeiro, e deu pequenos tapas no ombro do guerreiro ruivo que, compreendendo a intenção, se sentou novamente.
Tchelus abriu a porta. Era Mag trazendo a bandeja com as bebidas.
Tchelus e Mag conversaram durante alguns instantes, sem serem ouvidos pelos demais. Embora a conversa tenha sido bem curta para os dois interlocutores (e ela de fato foi), estes minutos pareceram uma eternidade para os demais presentes, que não conseguiam controlar a ansiedade de ter suas dúvidas solucionadas. Terminada a conversa, Tchelus pegou a bandeja da mão de Mag e, reverentemente, se despediu dela e fechou a porta.
Bem - disse Tchelus colocando a bandeja sobre a mesa e novamente se assentando - antes de falar, Angela, teria a bondade?
Angela acenou com a cabeça e, sussurrando algumas palavras, fez pequenos gestos com as mãos. Pequenas faíscas cintilantes apareceram em seus dedos. Os três garotos e os dois guerreiros não entenderam nada, mas Tchelus tomou a palavra:
- O que vou lhes dizer é muito confidencial, por isto Angela fez uma magia que impede qualquer pessoa de ouvir o que nós falamos. A Taverna é muito freqüentada, não gostaria que isto caísse nos ouvidos de ninguém, principalmente de aliados do inimigo.
Então, Tchelus iniciou seu relato:
- Creio que todos já ouviram falar sobre Art. Bem, ele sempre foi um problema e sua ganância, sua cobiça e sua necessidade de auto-afirmação sempre trouxeram problemas a Ledika e a todas as demais nações de Hizketch. Quando ele declarou esta guerra, se proclamando soberano das Terras Ermas, todos pensamos que não seria diferente, apenas outra pedra no sapato. Por via das dúvidas, fui pessoalmente para Terras Ermas, acompanhado com os homens de Andy Roid. Ao chegarmos, toda esta descrença se desfez. O exército de Art está numeroso, poderoso, e vil. Dá para sentir a ausência de humanidade em quase todos os seus soldados.
Todos ouvintes se encontravam atentos e atônitos. Tchelus prosseguiu:
- As forças de seu exército, não são humanas. Deduzi e depois confirmei, que Art não está sozinho! Ele se aliou a forças sobrenaturais tão espantosas, que seu exército aumenta conforme suas vitórias. Duas nações vizinhas já foram dominadas e todas as tropas, tanto as nossas, quanto as aliadas, tiveram que recuar. Percebi, então, que um confronto bélico entre exércitos não é a solução. Então, vim para cá, pois creio que a solução redise aqui! - Tchelus ergue o amuleto que fora roubado por Samuel e Pedro.
Todos permanecem com olhares atônitos. Só agora alguns perceberam que o maior herói de todo Hizketch havia incentivado o furto de um amuleto importante. Tchelus entregou o amuleto a Angela, que o posicionou contra a luz e o admirou por alguns instantes, colocando-o em seu pescoço logo depois. Tchelus prosseguiu:
- Por isto os reuni aqui. A esperança não se encontra em exércitos, mas em pessoas que podem fazer a diferença. Acredito muito que todos vocês são capazes, por isto peço-lhes que vão direto a Torre de Art, nas Terras Ermas, levando Angela e o amuleto. Mas, falei demais por ora. Alguma questão antes de prosseguir?
- Qual exatamente o poder deste amuleto, irmão Tchelus - perguntou Sir Markytus - porque, oxi, o Denush parecia que ia enfartar quando nos anunciou o furto!
- É um poder enorme - respondeu Sir Tchelus - um dos maiores de todo Hizketch, e creio que seja o único capaz de barrar a ganância sanguinária de Art. Prefiro deixar os detalhes deste poder entre mim e Angela, caso não se sintam incomodados, irmãos.
Markytus e Pelicanus consentiram. Peko, nervoso, se levantou e bradou:
- E qual o nosso papel aqui? Digo, por que nós três - disse apontando para Pedro e Samuel - ouvimos tudo isto? Por que devemos ir? Por que escolheu os dois para roubar este amuleto? Por que o maior guerreiro do mundo precisou de pessoas para afanar este objeto?
Tchelus, olhando para o bardo, respondeu calmamente:
- Não podia pegar este amuleto pessoalmente. Seria muito arriscado aparecer publicamente por aqui, temo que Art tenha muitos espiões em Ledika e já me arrisquei demais. Confesso que a idéia pode parecer estranha, mas é funcional. Se eu contratasse ladinos mais qualificados, sem nenhuma ofensa, claro, todos saberiam. Não existem ladinos bons que não tenham ligação com alguma guilda. E sabemos que boatos de guilda se alastram rapidamente. Então, resolvi contratar dois ladinos que não tivessem ligação com nada. Dois ladinos que fossem uma piada.
Pedro e Samuel se sentiram ofendidos e espantados. Samuel pensou em falar e Pedro, percebendo esta intenção do amigo e pressentindo que seria alguma asneira, disse algo mais inteligente:
- Mas...
- Calma - disse Tchelus - Não estou debochando de vocês. Vocês conseguiram roubar um amuleto do maior alquimista de Hizketch. Se vocês não fossem habilidosos, não os teria contratado, vocês não teriam conseguido e eu não teria lhes contado tudo isto. Além disto, se vocês não fossem habilidosos, eu não estaria vendo esta cicatriz na mão do bravo Sir Pelicanus.
- Mas... - tentou dizer novamente Pedro
- Sei que vocês estão indecisos - disse Tchelus, deduzindo corretamente - se devem ou se não devem ir. Creio que suas habilidades são necessárias, mas, se isto não lhes convencer, decidam: Voltar como heróis ou desistir da idéia e ser caçado pela guarda de Haport pelo roubo de um artefato poderosíssimo?
- Mas... - tentou dizer mais uma vez Pedro, que depois se calou. Pedro olhou pra Samuel. Samuel olhou pra Pedro. Eles realmente não tinham escolhas. Peko refletiu e chegou a conclusão que era cúmplice demais com tudo isto para abandonar a idéia. Além do mais, se desse certo, daria uma das melhores histórias que um bardo poderia contar.
- Então, Pelicanus - prossegiu Tchelus - Quais os planos da Rainha?
- Nossa Rainha pediu para que eu e Markytus fossemos para o norte, de barco, para pedirmos ajuda bélica de Isketchecoslováquia. Eu e Markytus não queremos retirar muito do seu exército, pela atual situação deles. Nossa Rainha ainda mandou mais uma parte de nosso exército, liderada por Cohim, para as Terras Ermas, aumentar nossas fileiras.
- Entendo - disse Tchelus - e também acho necessário. Mas, acho melhor uma pequena mudança nos planos. Quero que todos vocês vão para o reino de Ninjin, procurar a lendária guerreira Mon-Bing, só ela sabe onde se encontra um outro artefato que considero extremamente necessário para esta missão. Será fácil encontrá-la. Quando assim o fizerem, entreguem isto a ela - Tchelus retira de dentro seu manto uma carta e entrega a Sir Pelicanus - depois ela os guiará. Quando terminarem, se apressem em direção a Isketchecoslováquia e logo depois as Terras Ermas. Sei que vocês farão a coisa certa. Confio em vocês.
Neste momento, Sir Tchelus se levantou e se despediu de cada um. Os demais presentes não sabiam o que falar. Era uma missão importante demais a seguir e eles mal se conheciam. Samuel sugeriu um pequeno joguinho para se conhecerem melhor, mas, excetuando Pedro e Markytus, os demais acharam a idéia estúpida e preferiram subir e pedir a Skoll um quarto para passar a noite. Skoll fez o possível para acomodar os seis homens no terceiro quarto, e guardou um cômodo mais higienizado para Angela. E, durante o sono conturbado de nossos heróis, a lua brilhava no seu palco celeste, acompanhada por várias estrelas. E uma misteriosa figura, vestida com pele de urso, espreitava a Taverna de Skoll, surpreendida ao reconhecer uma presença curiosa entre nossos heróis, sussurando diversas vezes a expressão:
- Pai amado!
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Naiara, parabéns! Um feliz aniversário, cheio de alegrias das lembranças proporcionadas pelo passado, e com a certeza de alegrias no futuro! Muitas felicidades não só nesta data, mas em cada passo que você trilhar!
Beijão enorme minha nêmese/rival/subordinada/esposa/editora/ilustradora! Te adoro demais, bem mais que esta distância chata que nos separa!
Amo-te ^^
Escriturado por: Sir Refevas
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