 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
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Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
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Capítulo 11 – I Remember You
O Sol voltou a brilhar em Hizketch e os doces toques da aurora tingiram o céu num breve, porém magnífico mosaico. Os pássaros, então, iniciaram uma sinfonia encantadora e Mag, os ouvindo, abriu as portas da Taverna de Skoll. Era mais um belo dia em Hizketch, o mesmo dia em que Pelicanus, Markytus, Pedro, Samuel, Peko e Ângela saíram da Taverna em direção a região portuária dos Cais, ainda indecisos sobre qual alcunha gostariam de ser conhecidos. Ou ainda, se queriam ser reconhecidos sob alguma alcunha.
Cohim levantou-se de sua cama, beijou sua noiva, Raphaela, que ainda dormia, vestiu sua armadura e foi em direção ao quartel do Exército de Ledika. Apesar de ser reconhecido como um dos melhores guerreiros, além do mais veloz, deste exército, ele nunca tivera a chance de liderar nenhum grupo. Esta era a primeira oportunidade de Cohim, e ele se esforçaria para que não fosse a última. Raphaela olhou, da sacada de sua casa, seu noivo rumando para sua meta, e sentiu uma dor em seu coração.
Ao chegar no quartel do Exército de Ledika, centenas de soldados já estavam trajados e armados para combate, prontos para ouvir as ordens do ágil guerreiro. Foi a própria rainha Elieda que elegera Cohim para liderar esta tropa, e todos eles sabiam que deviam seguir quaisquer ordens da Rainha. Poucas pessoas já discordaram ou discutiram com a rainha Elieda, e todas eles depois provaram que estava erradas, equivocadas, ou, na maioria dos casos, ambos.
Cohim se colocou na frente daquela tropa e não houve a necessidade de se falar nada, ele apenas subiu em seu cavalo, ergueu sua espada e gritou, sendo acompanhado pelos demais logo em seguida. Cohim começou a galopar e todos os demais soldados o acompanharam.
Art, apesar de todos os problemas que trouxera até agora, não tinha a mínima criatividade. A maior prova era sua escura fortaleza, no alto de uma colina, com várias torres, uma delas era onde a princesa Liz estava trancafiada.
O aposento desta torre era lúgubre e úmido. Desde que fora capturada, a princesa não havia se encontrado com seus seqüestradores. O único contato físico com a vida fora da torre estava com o alimento fornecido para ela diariamente por alguém que ela desconhecia, que passava a escassa refeição por uma portinhola minúscula. Na torre havia uma pequena janela cuja borda superior se encontrava com o teto do aposento. Era impossível alcançar a janela, e já era dificílimo ver alguma coisa por ela. Estranhamente, neste dia a princesa conseguiu ver o belíssimo mosaico criado pela aurora, e Liz tornou a ter esperanças.
A rainha Elieda continuava chorando. Era muito cruel agora estar só, não ter notícias da filha e perceber que muita coisa dependia de suas ordens, e ela não se colocava em condição de planejar nada.
Porém, o brado iniciado por Cohim e acompanhado pelos demais guerreiros deu um novo ânimo para a rainha que, ao ouvir o brado, lançou um sorriso e tratou de se recompor.
Denush ainda estava furioso. A única coisa que as pessoas próximas a ele poderiam informar é que este era o segundo dia em que o grande alquimista anda em círculos em todos os aposentos em que entrava, repetindo a mesma frase: “Ele vai ficar muito furioso comigo! Ele vai!”. Mas, como as poucas pessoas próximas a Denush não foram questionadas por ninguém, todas estas atitudes do alquimista não foram informadas.
Sir Tchelus misteriosamente havia partido de madrugada da Taverna de Skoll, vestido com seu manto e capuz formando um semblante misterioso, rumando para uma missão mais misteriosa ainda.
Skoll roncou até a tarde daquele dia e acordou animada ao ouvir um barulho de briga.
- Então, chegamos aos Cais! O que faremos agora, líder? – perguntou Peko a Sir Pelicanus.
- Quem me nomeou líder? – Perguntou Pelicanus, enquanto os seis andavam em direção a cidade portuária.
- Ah, eu e Samuel pensamos que, além de um nome, era bom ter um líder. Pode vender mais bonecos, além de ser a ilustração principal para as capas dos livros que vão fazer sobre nós. – respondeu o bardo.
Sir Pelicanus se calou. Markytus e Ângela riram. Pedro já estava acostumado com tudo aquilo.
- Olha, quando era um só, eu até aturava, mas agora são dois! – cochichou Pelicanus para seu amigo Markytus.
- Oxi, Pelica! Confesse que é até engraçado! – respondeu cochichando Sir Markytus.
- Iremos a bordo do Furmankiewicz! – respondeu o ruivo guerreiro
- E o que seria este Furman-sei-lá-o-que? – perguntou Samuel.
- Um dos melhores barcos que já navegou pelos oceanos de Hizketch! Uma marvilhosa nau, pilotada pela pessoa certa!
- E, como vamos conseguir entrar? – perguntou Samuel.
- Rapaz, você faz perguntas demais! – disse Pelicanus.
E os seis heróis entraram na cidade portuária.
- Furmankiewicz é uma lenda conhecida por todos em Hizketch – disse Ângela para Samuel – É um barco veloz e forte, pilotado por piratas que já saquearam todos os continentes.
- Então, nós roubamos um artefato e agora vamos a bordo de um navio pirata? Toda imagem que eu tinha sobre os Guerreiros de Ledika está desmoronando! – disse Samuel.
- Fale mais baixo! Sei que atenção nós já chamamos com a armadura dos dois guerreiros. Mas, o amuleto deve ser protegido. – respondeu Ângela.
- Tudo tem seus motivos, Samuel – disse Pelicanus, interferindo no diálogo – Tchelus deixou bem claro o porquê de mandar vocês para pegar aquilo. E eu tenho meus motivos para vir aqui.
- Acho que falta muita franqueza neste grupo! Depois do nome e de eleger o líder, eu sugiro que todos nós nos reunamos, tomemos chá e partilhemos nossas experiências pessoais e motivos para tal empreitada! – respondeu Samuel.
Pelicanus se calou. Markytus, rindo, pousou sua mão no ombro do guerreiro ruivo, como quem gostaria de dizer “relaxe e sorria!” e que não diria porque a intenção ficaria clara com o gesto.
Depois de algum tempo de caminhada, os seis pararam na frente de um navio grande, sua madeira causava um impacto visual tão grande que ninguém poderia imaginar que árvores morreram voluntária ou involuntariamente para faze-lo. Uma figura, vestida de sobretudo azul, trajes finos e um grande chapéu azul com uma pluma vermelha se aproximou de nossos amigos dizendo:
- De todas as pessoas que eu já conheci, não imaginava encontrar você aqui!
A misteriosa figurava estava acompanhada por pessoas que pareciam marujos fortes, encrenqueiros, brigões, bons lutadores e armados até os dentes. O ditado “as aparências enganam” não existia em Hizketch.
- Eu tive meus motivos! – respondeu Sir Pelicanus - Faz muito tempo que não nos vemos! Também estava com muitas saudades de você, Capitã Ploc!
Escriturado por: Sir Refevas
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