 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Quinta-feira, Dezembro 20, 2007
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Capítulo 12 – I Want Action
Em Hizketch existe uma lenda conhecida em todos os mares: Furmankiewicz, conhecido como o maior navio pirata que já passou neste mundo.
Na verdade o termo está meio certo: Realmente é um navio. O termo “pirata” foi dado por mera questão parlamentar: A capitã de Furmankiewicz, Ploc, não responde nada para governo algum. Ela se considera livre de fronteiras dentro de seu navio, realizando apenas as tarefas que lhe convém. Os governos, geralmente egoístas, gostariam de ter alguém como Ploc trabalhando para eles. Como a capitã resistia as ofertas os governos decidiram unanimemente catalogar suas ações como pirataria e ilegal. Ploc adorou a idéia, foi atrás de um figurino extremamente chamativo e encantador e começou a realizar funções comerciais de forma mais épica.
Grosso modo podemos falar que o Furmankiewicz é um navio de carga, levando tanto passageiros quanto bens móveis (perecíveis ou imperecíveis) de porto em porto. Como é o navio mais rápido de Hizketch, muitos utilizam de seus serviços. Curiosamente, mesmo com todos os governos a taxando como ilegal, nenhum deles proíbe a presença do Furmankiewicz em seus portos. Pelo contrário, até incentivam buscando melhorias no comércio local. Resumindo tudo: Ploc conseguiu burlar maravilhosamente bem toda a burocracia parlamentar de Hizketch e tirar um proveito confortável de tudo isto. Este é um dos principais motivos de Ploc ser adorada em todos os continentes de Hizketch.
Obviamente, o Furmankiewicz, além se suas ações comerciais, realiza buscas épicas por tesouros secretos. Ou, mais freqüente ainda, realiza busca por tesouros que se tornam secretos ao passar para as mãos de sua tripulação.
Ploc e Pelicanus trocaram um apertado e saudoso abraço. A capitã, então, fitou todos os heróis, para depois olhar para Pelicanus, perguntando:
- Então, Sir Pelicanus, qual o motivo que traz dois cavaleiros de Ledika descerem aos Cais à minha procura?
- Necessitamos de uma viagem, capitã Ploc. Uma viagem para Ninjin. – respondeu Pelicanus.
- Peli, meu querido – disse Ploc – É algo bem complicado! Seria um desvio enorme em minha rota, trazendo várias dores de cabeça – Ploc olhou para Ângela e depois para o busto de Ângela. Aliás, não precisamente para o busto, mas para o local onde estava o amuleto que fora roubado de Denush. O amuleto estava sob o tecido das vestes da maga, mas Ploc, como uma exímia caçadora de tesouros sabia reconhecer quando um estava perto. Ploc permanecia atenta. Pelicano interrompeu o silêncio:
- Ploc?
- Ah, sim, desculpe-me! Vamos entrar na minha cabine e nós sete conversaremos mais a vontade!
E assim os seis heróis embarcaram no Furmankiewicz com sua capitã e, para alívio dos ladinos, sem a companhia de marujos mal-encarados e mal-encaráveis.
A cabine da capitã Ploc tinha um design extremamente impressionante, como se tudo ali estivesse no melhor lugar possível com a máxima beleza possível. Pelicanus se assentou na cadeira de frente à mesa de Ploc e os demais se sentaram em confortáveis sofás que se localizavam perto. Ploc, de pé, se recostou em sua mesa, ao lado de Pelicanus.
- Dan – disse Pelicanus – estes dias eu vi uma mulher parecida contigo!
- Sério? – respondeu Ploc – Que sorte a dela!
- É! Era uma velha...
Ploc se silenciou por um breve momento e depois, rindo, deu um leve soco no braço de Pelicanus:
- Bobo! – ela disse.
Samuel não entendeu a piada. Ploc era uma mulher belíssima, unindo seu estilo único com uma beleza encantadora. A última coisa que ele pensaria era em compará-la com alguma pessoa idosa. Então Samuel fez algo que ele faz raramente: Deduziu corretamente. Samuel chegou à conclusão que aquilo deveria ser uma piada interna. Samuel adorava piadas internas, mas odiava estar de fora delas. Pelicanus e Ploc continuavam rindo.
- Tudo bem que foi por causa do cabelo ruivo! – disse Pelicanus – Como havia me acostumado, achei estranha esta sua mudança, mas devo-lhe admitir que o tom castanho lhe caiu muito bem!
- Ah, obrigada, Peli! – respondeu Ploc – De ruivo já basta você! Mas, o que você conta?
- Você sumiu, Dan!
- Engraçado você dizer isto, Peli! Antes eu ouvia em todos os cantos de Hizketch os brados trovarem sobre seus feitos. Hoje me parece que você se acomodou!
- Os tempos estavam pacíficos até agora, Dan!
O semblante de Ploc mudou. Agora ela estava séria, pensativa. Ela disse apenas um nome:
- Art?
Pelicanus respondeu que sim com a cabeça. Ploc ponderou mais um pouco e, virando para os demais cinco, se curvou, retirando seu grande chapéu emplumado e disse:
- Capitã Dan Ploc do Furmankiewicz! Gostaria de saber quem são os acompanhantes de meu grande amigo!
Markytus fez uma pequena reverência e disse:
- Sir Markytus, guerreiro real de Ledika!
Ploc arremessou sem chapéu na face de Markytus:
- Você não precisa se apresentar, seu bobo! Eu me referi aos demais!
Ambos riram. Peko se curvou e disse:
- Peko, bardo, trovador, cantor, barman nos invernos e sushiman nos verões!
Ângela se curvou:
- Ângela Rek, maga.
Pedro repetiu a reverência dos demais:
- Pedro Bergamoso, a parte inteligente da dupla!
Samuel fez uma reverência:
- Samuel Trezoito, a, ahn, outra parte da dupla!
Ploc encarou os dois ladinos e depois se voltou para Pelicanus:
- Então, Peli, você está andando com dois ladrões procurados? Olha, se não estivessem com você, eu já teria pegado minha recompensa por eles! Aonde você quer chegar?
- Precisamos partir para Ninjin, Dan – disse Pelicanus – tenho uma coisa a entregar a Mon-Bing!
Mon-Bing? Hm... – Ploc novamente olha em direção ao amuleto. Ela pensou em citar o nome “Tchelus”, mas os boatos que ela ouvira não eram satisfatórios. Ploc prosseguiu:
- Você sabe que tenho uma rota a travar, né? Ninjin atrasaria muita coisa!
- É importante, Dan! – respondeu Pelicanus
- Eu sei! Eu sei! Mas que droga, viu! – Ploc desembainhou seu sabre de maneira tão veloz que assustou a todos na sala. Porém Ploc passou por eles e foi em direção a porta. Lá, ela bateu com o cabo de seu sabre num pequeno sino. Um marinheiro rapidamente apareceu a porta. Ploc disse:
- Hool, avise a todos os passageiros que embarcaremos em duas horas! Use este tempo para embarcar e desembarcar todas as cargas que comercializaremos aqui!
- Mas, capitã – disse Hool – está de noite e alguns de nossos passageiros já estão nas hospedarias dos Cais. E a maioria dos nossos clientes está fechada e só abrirão pela manhã!
- Eu sei! Mas faça o possível, Hool! – Ploc fechou a porta e suspirou fundo:
- Mestre Pelica! Você me deve mais uma!
- Eu sei, Dan! Espero recompensa-la! – respondeu o guerreiro ruivo.
- Ah, mas você irá! Um dia sim! – disse Ploc rindo – Creio que vocês não jantaram! Poupem as rações de vocês, tenho comida aqui de todos os continentes de Hizketch. Coisas saborosas que aposto e cubro minha própria aposta que vocês nunca provaram antes.
E assim os seis heróis almoçaram na nau Furmankiewicz juntamente com sua capitã. Poderia passar mais alguns detalhes sobre o jantar, mas, se não me falha a memória, não me lembro de nenhum detalhe no momento. Uma hora depois, Ploc apresentou alguns quartos vagos para os heróis. Ângela ficou num quarto onde uma clériga realizava várias preces e, logo após desejar uma boa noite para seus companheiros, olhou preocupada para todos os lados do corredor de seu quarto, fechando a porta logo em seguida. Markytus e Pelicanus ficaram num quarto próximo à cabine da capitã. Pedroso, Samuel e Peko foram acomodados num quarto vago, mas de apenas duas camas. Samuel achou uma rede, estendeu no quarto, o que acarretou em fortes dores nas costas na manhã seguinte.
Enquanto os seis se preparavam para descansar, a âncora do Furmankiewicz era levantada e a nau iniciou uma viagem rumo ao reino insular de Ninjin.
Escriturado por: Sir Refevas
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