 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Sábado, Dezembro 29, 2007
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Capítulo 13 – Sailing
Religião era um assunto pouco discutido em Hizketch. Haviam várias opiniões diferentes sobre quaisquer espécies de assuntos. Dos Lemmus, que acredivatam que o mundo era triangular e repousava sobre as costas de um rinoceronte marinho, passando pela popular teoria de que tudo em Hizketch foi criado pela criatividade de divindades, até a absurda teoria moderna de que tudo começou com uma explosão e terminou nisto tudo. Houve tentativas de explicar que, antes de tudo existir, o Bem e o Mal se fundiram, criando assim as próprias definições de definição. Mas, muitos preferiram acreditar que a própria definição de definição que criou a divisão entre o Bem e o Mal.
Na verdade, a origem e o motivo pelo qual o mundo existe, não era a dúvida mais pertinente, religiosamente falando, em Hizketch. Esta dúvida era a de quem está no controle de tudo. Muitos acreditam num panteão politeísta, outros acreditam numa visão monoteísta. E tem aqueles que tentaram conciliar todas as crenças possíveis em uma só, formando a crença universal. O porém da crença universal é que ela entrou em tantas contradições que, alguns séculos depois, eles começaram a venerar a própria contradição e seus últimos fiéis foram dizimados na famosa “Guerra contra a Contradição”.
Na realidade, o que importava sobremaneira era a fé. Não importava o quê os habitantes de Hizketch acreditavam, todos tinham fé. Aqueles que achavam que não existia a fé ficaram tão convictos nisto que, quando descobriram que eles tinham fé de que a fé não existia, cometeram suicídio em massa num episódio triste, recitado em odes fúnebres por vários bardos melodramáticos. A fé, sem sombra de dúvidas, era uma das coisas mais poderosas dentro de Hizketch.
Ângela acordou e olhou através da pequena janela de seu quarto. O azul do mar predominava toda a região não ocupada pelo céu, então a maga se deu conta que o Furmankiewicz mantinha sua rota. Ângela tocou em seu busto e sentiu o amuleto que fora roubado por Samuel e Pedro. Se alguém estivesse ali veria a face de alívio que Ângela mantinha. Porém, não havia ninguém lá, nem a clériga que dormiu na outra cama do cômodo.
Samuel subiu as escadas e subiu ao convés. Era um excelente dia: O céu estava claro, o mar tranqüilo, ele tinha uma missão importante para cumprir, estava com dois dos grandes guerreiros de Ledika e agora estava no maior e melhor barco que navegou em Hizketch. Samuel ficou com medo. Ele conhecia seu azar e, se estava tudo tão bem assim, algo de ruim iria acontecer em breve, ou já estava acontecendo e ele nem se dera conta.
Ângela também subiu ao convés e encontrou a clériga que repousou no mesmo quarto que o seu. A maga se aproximou dela e começou um pequeno diálogo com ela.
Pelicanus mal havia dormido e fez companhia para a capitã Ploc que pilotou o navio durante toda a madrugada. Pouco antes de amanhecer, ela repousou um pouco e deixou o sub-capitão navegar, para o alívio do sub-capitão. Ploc gostava tanto de ser a capitã que não deixava em nenhum momento de cumprir seu dever como tal. Isto era triste para o sub-capitão do Furmankiewicz, que nem antes, nem depois deste episódio teve chances de mostrar seus serviços. Sua situação era tão deplorável que nem seu nome foi recordado para ser devidamente citado aqui.
Pelicanus olhava para as ondas cortadas pelo majestoso navio. Antes de repousar, Ploc lhe avisou que faltavam seis horas para eles chegarem ao reino de Ninjin. Duas horas já se haviam passado desde então e o Sol resplandecia naquele céu calmo, sereno e pacífico.
- Bom dia, Sir Pelicanus – disse Samuel.
- Olá, meu jovem! Como foi a noite? – disse Pelicanus.
- Foi boa. Infelizmente dormi numa rede e estou com horríveis dores nas costas. Tirando isto, a vertigem que sempre tenho quando entro em barcos, a saudade de casa, e o medo de ser perseguido por um alquimista, eu diria que estou ótimo – disse o ladino.
- Que bom! – disse Pelicanus – Os demais já acordaram?
- Eu vi Ângela subindo as escadas. Pedro e Peko ainda dormem. E Sir Markytus?
- Desencane. Este só virá acordar depois da hora do almoço... Típico dele.
- Entendi. Belíssimo dia, não?
- Excelente. Um ótimo céu, um ótimo clima, um ótimo mar! Não pensei que teríamos um dia tão calmo assim em nossa missão.
- Eu também não. Isto porque todo mundo diz que sou muito azarado e que nada fica tranqüilo enquanto eu estou envolvido. Fiquei com medo, mas vejo hoje que... – Samuel fora interrompido por um grito vindo dos marinheiros:
- Moooooonstro! – gritaram os marinheiros.
Samuel e Pelicanus olharam para o mar e viram ondas enormes nascendo de foram caótica. No epicentro disto tudo emergia um animal que parecia uma mistura colossal de lula, polvo e caranguejo.
- É o Kraken! – gritaram os marinheiros.
Sir Pelicanus olhou para o ladino, respirou fundo e perguntou:
- O que você dizia?
- Eu dizia que irei acordar Peko, Pedro e Markytus. Imediatamente.
Ângela olhava para a medonha criatura de inúmeros tentáculos e tamanho gigantesco, quando teve uma excelente idéia. Ângela decidiu não olhar mais para a medonha criatura de inúmeros tentáculos e tamanho gigantesco, virou para a clériga e disse:
- Phionna, esta é a hora em que nós entramos em ação e ajudamos os outros?
- Creio que sim, Ângela.
A capitã Ploc foi acordada e em poucos minutos já se arrumou para enfrentar o monstro marinho. Não que ela precisasse de muita coisa, apenas seu sabre e seu chapéu emplumado. O Kraken estava perto demais para que o navio pudesse fugir dele e, como o monstro continuava a nadar em direção ao barco, a única solução era enfrentar a medonha criatura de inúmeros tentáculos e tamanho gigantesco. Ploc desembainhou seu sabre e deu um grito heróico, animando todos aqueles que estavam lá, apenas esperando a aproximação do monstro.
O barco tremeu muito, empurrado pelas ondas criadas pelo Kraken. Neste instante, Markytus, Peko e Pedro, acordados por Samuel, apareceram ao convés junto com o ladino. Pedro gritou pra Peko:
- Faça alguma coisa!
- Fazer o que? – perguntou Peko.
- Sei lá! Você já congelou um guerreiro antes! Não tem nada que você aprendeu na escola da bardos que pode nos ajudar agora? – disse Pedro.
- Ahn, não sei! Monstros não têm noção de arte, logo minhas perícias mal funcionam nele!
O Kraken se aproximava.
- Markytus, desembainhe sua espada! Teremos muita aventura hoje – disse Sir Pelicanus.
- Oxi, mas já fiz isto faz tempo, irmão! – respondeu Markytus.
O Kraken continuava se aproximando. O navio tremia mais.
- Phionna, veja esta! – disse Ângela, estendendo ambos os braços.
O monstro continuava se aproximando, mas em velocidade reduzida. Pelicanus franziu a sobrancelha.
- Gostou? – disse Ângela.
- Muito bom, Ângela! Mas, que tal isto? – disse Phiona, enquanto ela ajoelhava e juntou as mãos, como se fizesse uma prece.
O monstro continuava se aproximando, mas em velocidade reduzida e submergindo.
- Fantástico! – disse Ângela – Como se chama isto?
- Pacificação de criaturas. Uma das primeiras coisas que eu aprendi. – disse Phionna. – Tem mais! Olhe o Kraken.
O monstro continuava submergindo, mas em direção contrário ao barco, como quem diz: “Adeus, não quero mais brincar”.
- Então, vocês que foram as responsáveis pela fuga do Kraken? – disse a capitã Ploc se aproximando de Phionna e Ângela.
- Sim, fomos nós, minha capitã! – disse Phionna.
- Olha, eu gostaria de um pouco de ação depois desta madrugada moroso, mas o Furmankiewicz não resistiria a algumas investidas no Kraken. Estou muito grato a vocês. – disse a capitã.
Ângela e Phionna se curvaram, agradecidas. A clériga se voltou para Sir Pelicanus:
- Ontem à noite, em minhas preces, recebi a missão de acompanhá-los, bravo guerreiro. Gostaria de saber se me permites.
Markytus se cochichou para o ruivo guerreiro:
- Você acha bom, Pelica? Temos muita gente, e não sabemos se mais pessoas podem saber disto tudo.
Pelicanus cochichou para Markytus:
- Oras, temos dois guerreiros atrapalhados, não vejo como não podemos ter uma aliada deste valor, Marky!
Pelicanus, então, disse para a clériga:
- Como se chamas?
- Me chamo Phionna, senhor! – disse a clériga.
- Com certeza serás de muita valia para nós. Seja bem vinda ao nosso grupo.
Os presentes comemoraram. Ploc bradou em alta voz:
- Hoje teremos um banquete! Vamos comemorar os feitos heróicos destas duas mulheres! Vamos continuar nossa rota para Ninjin!
E assim, todos ali comemoraram a vitória da maga e da clériga sobre um dos maiores monstros marinhos, com muita comida, bebida, leite com groselha e tudo o que havia a bordo. Todos, exceto o sub-capitão que, depois de tudo isto, voltou se tornar inerte e foi novamente esquecido.
Escriturado por: Sir Refevas
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