 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
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 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
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Capítulo 15 – Live for Tomorrow!
Outro preço a se pagar por ser um país distante dos continentes eram as ameças únicas. Kaijus eram uma ameaça até que freqüente em Ninjin. Não se sabe a origem deles, apenas a realidade. Uma vez adeptos da fé como monges, clérigos e sacerdotes tentaram explicar, mas acabaram discutindo com os alquimistas e seu ceticismo. No final desta discussão uma salamandra gigante acabou pisoteando todos, pondo um fim nesta discussão.
Pelicanus, no seu papel apto de líder, começou a dar ordens:
- Samuel e Pedro, ajudem as pessoas a se esconderem. Vocês, corram para aquele abrigo. Phionna vá para lá com eles para cuidar dos feridos. Marky, vamos escoltar Kaco e seu amigo. Vocês correndo para o mar, vão para aquele abrigo.
Pelicanus parou quando percebeu que apenas os nossos heróis entendiam o que ele estava falando. Resolveu apenas pegar sua espada e tentar se livrar daquele problema de vinte e cinco metros de altura.
Kaco continuava pensativo, com sua katana empunhada. O ninja ao seu lado segurava várias espécies de armas ninjinenses que os demais não imaginavam para o que servia. O samurai, então, disse:
- Pelicanus, você e Markytus venham comigo. Vocês têm uma maga, não? Perguntem se ela pode atacar ao panda. Se o bardo de vocês sabe alguma espécie de mágica de ataque, nos seria ótimo. [ Fe, você consegue distrair o panda? ]
- [ Cortina de fumaça saindo agora, Kaco! ] – disse o ninja.
- Então, vamos... – disse o samurai
Ângela não era especialista em magias de ataque e, mesmo se fosse, sua carga mágica estava fraca por causa do incidente com o Kraken. Ela necessitava de descanso. Pensando nisto, Peko levou-a até o abrigo e tocou uma canção de ninar. O que não foi muito útil, afinal Phionna também dormiu e o grupo perdeu a única pessoa com poderes de cura.
Fe, o ninja, escalou o morro mais alto que havia mais próximo ao panda e arremessou pequenas cápsulas pretas que, ao encostar no peito do monstro criaram uma neblina. O animal gigante, desorientado continuava a sutilmente pisotear tudo que se encontrava à sua frente.
Neste momento Pedro deixou que Samuel guiasse os demais transeuntes do porto e acordou Ângela. A maga então entendeu o recado, estendeu suas mãos em direção ao panda e soltou uma de suas magias mais poderosas:
- BACK!
O panda começou a voltar por onde ele veio. Não que ele se importasse com isto, afinal, com seu tamanho, qualquer lugar que andasse ele pisotearia e seria uma ameaça às vidas que insistem em ter um tamanho menor que o seu. Nem que este lugar seja o caminho pelo qual ele veio.
Kaco, Markytus e Pelicanus estavam escondidos esperando uma oportunidade para atacar ao monstro. Eles permaneciam escondidos por costume, afinal, não é difícil se esconder de um ser que tenha vinte e cinco vezes seu tamanho. O samurai disse:
- Ichi, ni...
- Ahn, perdão? – disse Markytus.
- Ah, me perdoem! - disse Kaco – Um, dois, três e... Agora!
Os três guerreiros saltaram em direção a uma das pernas do panda. Os três guerreiros pegaram suas espadas e começaram a atacar ao panda. Os três guerreiros perceberam que seus ataques chegavam a cortar o animal, mas era um corte tão leve que nem sangue saía dos ferimentos. Os três então se entreolharam e decidiram sair da perna do panda antes que um deles resolvesse experimentar se posicionar sob o pé do panda.
Ângela desmaiou com todo o esforço feito e Pedro a segurou. Samuel gritou:
- Peko, não tem nada que você possa fazer?
- Rapaz! – respondeu Peko – Eu sou um músico! Nossos poderes são extremamente pequenos. Ajudaria menos do que o ataque daqueles três! – Peko se referia aos guerreiros que agora chegavam para perto do bardo e do ladino.
- [ Kaco, a fumaça já vai se dissipar. O que vamos fazer? ] – disse Fe.
- [ Enquanto a maga não acordar, creio que nada! Vamos apenas esperar! ] – disse Kaco.
- Me desculpe me intrometer, senhor samurai – disse Samuel – mas, o que vocês estão falando?
- Estou falando que nós não temos mais nada o que fazer, apenas esperar – disse Kaco.
- E esperar o que? – disse Samuel.
- Isto! – disse Kaco apontando para cinco cavaleiros, obviamente montados em cinco cavalos, que surgiam no morro onde Fe estivera outrora.
- [ O Esquadrão dos Animais Coloridos Feraman! ] – gritou o Ninja!
- O que? – disse Samuel?
- O Esquadrão dos Animais Coloridos Feraman! – disse o samurai.
O Esquadrão dos Animais Coloridos Feraman era um quinteto heróico formado por dois homens e três mulheres. Todos eles montavam cavalos coloridos, cada um de uma cor. Eles trajavam armaduras bem diferentes das tradicionais, pareciam um pouco a armadura samurai de Kaco, mas em muitos outros detalhes era completamente diferente da armadura samurai de Kaco. Cada um deles tinha a parte de baixo do seu rosto coberta por um pano. Tanto este pano quanto a armadura tinham a mesma cor que a do cavalo que eles montavam. Cada um deles também tinha um desenho de um animal no peitoral da armadura, e era por este animal que eles eram reconhecidos: Xip, o “Ovelha Vermelha”; Deh, a “Abelha Amarela”; Dill, a “Crocodilo Rosa”; Nathalia, a “Coala Azul” e Pivatto, o “Lobo Negro”. A especialidade do Esquadrão dos Animais Coloridos Feraman era, justamente, enfrentar monstros gigantes.
Os cinco Feraman desciam velozmente o morro, indo em direção ao panda gigante. Enquanto isto todos os ninjinenses presentes soltavam gritos eufóricos e podia se ouvir a música tema do Esquadrão, uma música triunfal e empolgante, que animou os ânimos de todos os presentes.
- Quem são eles? – disse Pelicanus.
- Nossa única esperança agora! – disse Kaco.
- O que eles irão fazer? – disse Markytus.
- Você verá! – disse Kaco.
- De onde vem esta música? – perguntou Peko.
- [ Pegar armas! ] – gritou o líder, Ovelha Vermelha. Apesar de ninjinês não ser a língua materna de nenhum membro do Esquadrão, era em Ninjin que eles eram reconhecidos. Falar ninjinês tornou-se então um requisito básico para que os Feraman virassem celebridades nacionais, tivessem sua própria revista em quadrinho e, obviamente, tivessem sua música-tema.
- [ Ferrão da Abelha! ] – disse Abelha Amarela, sacando uma arma que parecia uma lança curta com um enorme buraco na sua extremidade.
- [ Projétil do Lobo! ] – disse Lobo Negro, sacando uma espécie de espada, com um buraco em sua extremidade.
- [ Plasma da Coala! ] – disse Coala Azul, sacando uma arma semelhante a um arco e uma flecha.
- [ Lágrimas de Crocodilo! ] – disse Crocodilo Rosa, fazendo o mesmo que os anteriores. Sua arma parecia a arma de Abelha.
- [ Canhão da Ovelha! ] – disse Ovelha Vermelha, por fim sacando sua arma, totalmente diferente da dos demais, mas diferente de qualquer outra arma existente em Hizketch. No momento em que Ovelha gritou, os cinco apontaram suas armas em direção ao panda e, como se fosse mágica, e, para todos os efeitos, era mágica, as armas dispararam raios poderosos ao peito do panda, que caiu no floresta, esmagando as pobres árvores e os fantásticos fungos que repousavam ali.
- O que foi isto? – disse Pedro.
- Oxi, que... Fantástico! – disse Markytus.
- Eu quero uma! – disse Samuel.
- Porque a música parou? – disse Peko.
Neste instante, o panda se reergueu, sem nenhuma ferida em seu peito. Vendo a situação, o líder Ovelha Vermelha grita ao seus comparsas:
- [ Juntar armas! ]
Os cinco heróis então juntam suas armas que, como se fosse mágica e, novamente, para todos os efeitos continuava a ser mágica, esta fusão resultou numa enorme arma que parecia uma versão maior da que as armas aparentavam ter antes da fusão.
- [ Disparar! ] – Gritou Ovelha Vermelha. Ao fazer isto, a poderosa arma fusionada disparou em direção ao panda. Tudo que seu ouviu foi um estrondo enorme, seguido por gritos eufóricos dos ninjinenses. O panda novamente caiu sob a floresta e desapareceu instantaneamente.
O Esquadrão dos Animais Coloridos Feraman fez uma saudação a seu público, que ovacionou durante um minuto inteiro. Os cinco heróis, então, desapareceram em seus cavalos, tomando seu rumo.
Dois minutos depois, tudo voltou a normal em Avor. Pelicanus e os demais ficaram confusos. Parecia que nada havia acontecido: os ninjinenses continuavam seus respectivos trabalhos no porto e a cidade parecia a mesma que quando nosso heróis saíram do Furmankiewicz, com a óbvia exceção de várias construções destruídas e de algumas pegadas enormes no solo.
Kaco e Fe se aproximaram dos demais. Kaco disse:
- E este é meu amigo, Fe-Uiaa. Vamos, levarei vocês até Mon-Bing.
Pelicanus olhou para os demais. Pedro, Markytus e Phionna mantinham a mesma expressão de dúvida que Pelicanus. Ângela continuava desmaiada. Samuel e Peko aparentavam estar em êxtase:
- É isto! Precisamos de uma música-tema! – disse Peko.
- Isto, pode começar a compor aí, Peko! – disse Samuel.
E nosso heróis seguiram Kaco e Fe, ouvindo Peko dedilhando seu banjo, a procura de uma melodia trinfal e impolgante como a do Esquadrão de Animais Coloridos Feraman.
[ ] – Texto entre colchetes traduzido do ninjinês.
Escriturado por: Sir Refevas
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