 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
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Capítulo 14 – Sailor Man
Era tarde daquela manhã em que o Furmankiewicz enfrentara um monstro marinho. Não que as manhãs tivessem tardes, afinal, eles são conceitos excludentes, mas figuras de linguagem sempre foram bem-vindas para se localizar no espaço-tempo. A capitã do navio, Ploc, conversava com seu amigo Sir Pelicanus que, por sua vez, tentava se livrar das conversas de Samuel. Ângela e Phionna discutiam sobre os modos arcanos e divinos de se fazer magia. Pedro e Markytus conversavam entre si, buscando se livrarem das conversas de Samuel. Samuel tentava conversar com todos, mas era ignorado. Provavelmente o sub-capitão conversaria com ele, mas Samuel esqueceu sua existência. Peko era o único que se divertia de maneira artística e, olhando para o mar, dedilhando seu banjo, compunha uma música:
Longe de casa, a quase uma semana
Nós marítimos e nós marítimos distantes, do meu lar
Estou numa missão suicida, com ladinos azarados
Sei coisas que não posso cantar e cantar a ninguém
Será que vou retornar ao meu lar?
- Agora que salientei os pontos positivos desta missão – disse Peko - deixe-me pensar nos negativos.
- Deixe de ser pessimista, Peko! – disse Samuel se aproximando de onde o bardo compunha.
- Samuel!
- Por favor, não me ignore!
- E porque eu faria isto?
- Não sei, vocês não combinaram todos de fazer isto?
- Deixe de ser neurótico, Samuel. Venha, precisamos discutir algo importantíssimo.
Ploc capitaneava o Furmankiewicz, com Sir Pelicanus ao seu lado. Eles conversavam sobre os velhos tempos. Não que eles fossem velhos, pelo contrário, eram bem jovens e única semelhança que eles tinham com idosos era o princípio de calvície de Pelicanus e a confusão que este teve ao confundir uma senhora idosa com Ploc. Mas Hizketch era um mundo extremamente dinâmico, então algo que ocorreu há dois anos já faz parte de outro período histórico de Hizketch. A situação é tão grave que algumas pessoas garantem que se passaram cinco anos de algo que se passou a apenas dois.
- Ah, Peli! – disse Ploc – Tenta falar com ela...
- Ah, Dan! – disse Pelicanus – Eu desisto, viu? Tudo anda tão estranho pra mim!
- Homens... – disse Ploc que depois assoprou para cima, balançando uma mecha de seu cabelo. Ploc olhou para frente e disse – Aí está, Ninjin!
Pelicanus olhou para a ilha que surgia em sua frente. Era grande e bela. Era uma beleza exótica e hipnotizante. Pelicanus já havia pisado em solo ninjinês algumas vezes, mas sempre se impressionava com aquele lugar.
- Bem, está na hora de nos arrumarmos. Avisarei os demais – disse Pelicanus que logo depois saiu da cabine.
- Tem ninjas também? – disse Pedro.
- Tem sim – respondeu Markytus sobre Ninjin – Ninjas, lutadores de sumô, samurais, pessoas de cabelo azul, tudo isto que você ouve falar!
- Uau! Pandas! Tem pandas?
- Oxi, eu nunca vi! Mas nunca fiquei muito tempo em Ninjin. Sempre ouvia Pelicanus dizer...
- Marky, temos que ir – disse o guerreiro ruivo interrompendo do diálogo de Markytus e Pedro.
- É, isto aí mesmo! – disse Markytus para Pedro.
Pedro e Markytus arrumaram seus pertences, se juntando depois a Ângela, Phionna e Pelicanus que olhavam atônitos a uma discussão entre Samuel e Peko:
- Claro que Protetores da Paz é mais legal, Peko! – disse Samuel
- Aff! Parece nome de igreja! Liga da Liberdade tem um nome muito mais heróico!
- Se for para parecer heróico, Heróis de Haport era a escolha óbvia!
- Não é não!
- É sim!
- Não é não!
- É sim!
Pelicanus se voltou para Markytus e disse em voz baixa:
- Esta é uma boa hora para deixarmos os dois aqui e escaparmos, não?
Markytus riu. Pelicanus se desapontou por seu amigo imaginar que aquilo fora apenas uma piada.
Ninjin era uma das nações mais influentes de Hizketch. Apesar de ser apenas um arquipélago com duas ilhas grandes e algumas ilhotas, Ninjin era uma nação única. Justamente por ser um arquipélago com duas ilhas grandes e algumas ilhotas.
A distância naval que Ninjin tem dos continentes proporcionou duas coisas: Um avanço na técnica naval do país e um isolamento cultural, fazendo com que a nação tivesse uma cultura única: alfabeto diferente, sumô, comer com palitos, conduzir os cavalos pelo lado esquerdo da via. Enfim, uma cultura tão única que, para preservá-la, o governo monárquico decidiu por um fim no avanço naval do país. Resumindo: Ninjin é um excelente país para se viver, se você nasceu lá. E excelente para passar as férias, se você não nasceu lá.
A capital de Ninjin é a cidade de Avor, uma das maiores cidades de Hizketch, a maior concentração urbana do reino-arquipélago e onde se encontrava a região portuária na qual o majestoso navio da capitã Ploc se aproximava.
Os sete heróis se despediram da capitã do Furmankiewicz, que continuava grata a maga e a clériga por salvarem seu navio das investidas do Kraken. A despedida mais longa foi entre Ploc e Pelicanus. Pouparíamos detalhes para não aumentar o nível melodramático, mas voltamos atrás e decidimos colocar o final da despedida:
- E quando nos veremos novamente, Dan? – perguntou Pelicanus.
- Não sei. Aonde vocês irão depois daqui? – perguntou Ploc.
- Para Isketchecoslováquia! – respondeu Pelicanus.
- Ah, infelizmente vamos demorar a chegar lá. Bem, talvez quando vocês saírem daqui ainda possam me encontrar. Fizemos um bom desvio em nossa rota, mas já que estamos em Avor, vamos resolver algumas ações comerciais! – disse Ploc.
- Até mais, Dan!
- Até, Peli!
E o guerreiro ruivo e a capitã pirata trocaram um forte abraço, firmando a teoria de que amizades verdadeiras resistem a quaisquer milhas náuticas de distância física e temporal. Terminado isto, os sete desembarcaram com seus pertences e pisaram no solo ninjinês.
Foi uma cena marcante: Dois guerreiros de Ledika, portando suas armaduras reais, acompanhados de pessoas tão diferentes, vestidos com trajes de magos, clérigos e bardos, carregando pequenas bagagens. Foi algo que todos que estavam naqueles portos estranharam. Um pintor que estava lá, chamado de Bin, retratou aquele momento. Depois que toda a saga acabou ele vendeu esta pintura por uma quantia exorbitante e hoje tem sua própria ilha, pagando impostos a ninguém. Percebam que o único motivo de dizer o nome do pintor, era mostrar a situação deplorável do sub-capitão.
- É, chegamos! – disse Pelicanus.
- E agora? – disse Samuel.
- Bem, agora nós devemos procurar Mon-Bing! – disse Pelicanus.
- E como faremos isto? – disse Pedro.
- Perguntando, oras – disse Pelicanus.
- Ah, ok! – disse Pedro.
Todos olharam para todos os lados. Turistas, marinheiros, trabalhadores braçais, pescadores, muitas pessoas passavam por ali. A maioria absoluta com seus olhos puxados, típicos de Ninjin.
- Sir Pelicanus... – disse Pedro.
- Sim? – respondeu o guerreiro.
- Alguém aí sabe falar ninjinês? – perguntou Pedro.
A resposta foi um silêncio.
O silêncio continuou e incomodou a todos ali.
O silêncio persistia a incomodar mais e mais.
Decidido a terminar com todo aquele silêncio, Samuel disse:
- Vamos procurar alguém que fale nossa língua!
E o ladino começou a andar pelos portos, ignorando os pedidos dos guerreiros para que ele permanecesse no mesmo lugar e quieto. Principalmente o último.
Samuel encontrou um rapaz com roupa de guerreiro que conversava com um comerciante. Samuel cutucou o guerreiro e disse:
- Por favor, será que você fala a minha língua?
O guerreiro virou para o ladino, o olhou, voltou para o comerciante e disse algo que Samuel não entendeu. Samuel presumiu que fosse ninjinês, e estava certo.
O guerreiro olhou para ele e falou:
- Falo sim! Quem é você, da onde é e o que quer?
Os demais se aproximaram do ladino. Markyto disse:
- Oxi, Samuel achou um samurai!
- Sim – respondeu o guerreiro ninjinês – sou um samurai a serviço do imperador. Quem são vocês guerreiros de Ledika e acompanhantes?
- Oxi, como ele sabe que nós somos guerreiros de Ledika, Pelica? – disse Markytus.
Pelicanus não respondeu. O guerreiro ruivo só se limitou a apontar para a armadura que Markytus portava, para que este entendesse o recado.
- Sou Sir Pelicanus, alto-guerreiro do exército real de Ledika.
- É bom conhecê-lo! Já ouvi falar muito em você, Sir Pelicanus. Meu nome é
Kaco-Yupi, mas podem me chamar de Kaco!
Markytus se curvou dizendo:
- Meu nome é Sir Markytus. Estes que estão conosco são Pedro, Samuel, Ângela, Phionna e Peko.
Kaco se curvou reverentemente a todos eles e disse:
- E o que desejam aqui em Avor?
- Procuramos Mon-Bing – disse Pelicanus - Poderia nos informar onde ela vive?
- A lendária Mon-Bing? Bem, ela mora um pouco longe do centro urbano. Posso saber por que a procuram? – respondeu Kaco.
- Temos uma carta a lhe entregar, e devo fazer isto pessoalmente – respondeu Pelicanus.
Enquanto Kaco e Pelicanus conversavam, Pedro, como sempre, percebeu um pequeno detalhe. Ele cutucou Ângela e cochichou a ela:
- Ângela, você não poderia ter feito uma magia de tradução para que nós pudéssemos falar com qualquer um?
- Eu até poderia, Pedro – respondeu a maga – Mas magia cansa e eu já fiz algumas para nos livrarmos de um monstro marinho. Nunca se sabe quando vamos precisar mais de magia.
Então todos sentiram um tremor de terra. Todos os ouviram também, mas com certeza se importaram mais de ter sentido o tremor do que de ter ouvido.
Então todos sentiram mais um tremor de terra. Começou uma confusão nos portos, com pessoas correndo para todos os lados e derrubando tudo. Kaco desembainhou sua espada katana e olhou em direção a floresta ao lado do porto.
Pelicanus se aproximou ao samurai e perguntou:
- O que está acontecendo?
- Kaiju – disse o samurai.
- Quê? – disse Markytus.
- Monstro gigante – disse Kaco.
- Ah! Quê? – disse Markytus.
Para sua resposta, um panda gigante, com cerca de 25 metros surgiu da floresta andando e destruindo tudo pelo caminho com uma naturalidade de quem acha que deve andar e destruir tudo pelo caminho.
Kaco gritou:
- [ Fe, está na hora da ação! ] *
Um ninja, vestido com roupas negras de ninja, com um capuz de ninja, portanto armas de ninja saiu de algum lugar secreto que ninjas geralmente usam e, fazendo acrobacias típicas de ninja, pousou ao lado do samurai.
- [ Agora que começa a diversão ] * – disse o ninja.
* texto traduzido do ninjinês.
Escriturado por: Sir Refevas
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