 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
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Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
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Capítulo 16 – Open Letter
Mon-Bing era renomada por ser uma das maiores guerreiras já vistas em Hizketch. Maior no sentido de grandeza interior, afinal Mon também era renomada por sua estatura baixa, o que não era problema nenhum para ela, mas se tornou um incômodo para seus adversários. Praticamente todas as batalhas importantes ocorridas em Hizketch desde seu nascimento têm o nome de Mon-Bing envolvido, e agora não era diferente. Mon havia decidido dar um tempo em batalhas, se dedicando a cuidar de bonsai, mas Tchelus sabia que sua ajuda seria importantíssima e por isto resolveu chamá-la.
Andando pelas colinas de Avor estavam nosso heróis. Ângela já havia despertado, Peko já havia parado de dedilhar seu banjo e todos ficaram surpresos ao descobrir que Fe-Uiaa também falava seu idioma.Quando perguntado o porquê dele ter falado apenas em ninjinês até então a resposta foi breve e objetiva, tirando qualquer dúvida: “porque não”. Eles já haviam deixado o centro urbano da cidade e agora a paisagem era extremamente rural. Não havia mais nada que lembrasse a eles que um monstro gigante havia pisoteado a cidade, exceto a memória deles que ainda guardava aquele fato insano. Samuel perguntou a Kaco:
- Aquilo é comum?
- O que? – disse Kaco – Monstros gigantes pisotearem nossas cidades, heróis de roupas espalhafatosas enfrentarem eles e o desaparecimento abrupto dos monstros depois?
- É! – disse Samuel.
- Sim, é comum! – disse Kaco.
- Ah! – disse Samuel. O jovem ladino ia falar mais alguma coisa, mas diante daquela resposta de Kaco ele não encontrou alternativa e se calou. Sir Pelicanus disse ao samurai:
- Me ensina?
- O que? – disse Kaco.
- Isto aí! – respondeu Pelicanus – Desde que nos encontramos que eu quero fazer ele se calar um pouquinho só e você consegue com tanta naturalidade!
Markytus deu uma pequena cotovelada no ombro de Pelicanus.
- Desculpa, Marky – disse Pelicanus – Não resisti a esta oportunidade.
- Bem, eu tenho uma dúvida a fazer – disse Fe-Uiaa – Porque vocês querem ver Mon-Bing?
- Nem nós sabemos direito – disse Pelicanus – Temos uma carta para entregar a ela e nos foi pedido fazer isto pessoalmente.
- Sir Tchelus! – disse Kaco.
- Como? – disse Markytus.
- Não seria de Sir Tchelus? – disse Kaco.
- De onde você tirou esta idéia? – perguntou Pelicanus.
- Simples! Se aqui estão Markytus e Pelicanus é óbvia a ausência de Tchelus para completar a tríade de guerreiros de Ledika. Logo, Tchelus deve ter alguma coisa a fazer para que ele não possa se juntar a vocês. Como Mon-Bing e Tchelus são muito amigos, ele tomou a liberdade de pedir alguma coisa para ela através de vocês. – deduziu Kaco.
Pelicanus e Markytus ficaram impressionados. Kaco percebeu isto e prosseguiu:
- O que foi? No passado eu lutei algumas vezes ao lado de Tchelus e Mon-Bing. Sei como os dois agem!
Então a conversa prosseguiu sobre batalhas antigas entretendo principalmente Samuel, fanático pelas histórias antigas de Hizketch.
Relembremos o fato de que os fungos são os seres vivos mais bravos de todo mundo. Este fato não tem relevância nenhuma para a narrativa desta história, mas sempre é válido reforçar este detalhe que foge aos olhos da maioria.
Intrépidos nossos heróis caminhavam para a zona rural de Avor. Pode parecer que caminhar rumo ao interior não tenha motivo nenhum de intrepidez, mas quando você caminha num país frequentemente pisoteado por monstros gigantes cada passo é uma vitória. Os heróis chegaram a uma colina e avistaram uma casa em seu topo. Ela tinha traços da arquitetura ímpar de Ninjin e uma beleza rústica encantadora. Kaco apontou para a casa e disse:
- É ali! Esta é a casa de Mon-Bing.
E os nove se aproximaram da entrada da casa.
No interior da casa, Mon-Bing cuidava de seus bonsais quando sentiu algumas pessoas se aproximando. Rapidamente ela pegou seu arco e suas flechas e já estava preparada para disparar. Kaco, antes de entrar no quintal, disse:
- [ Mon, sou eu, Kaco! Lembra-se? Temos um recado de Tchelus! ] *
Mon baixou suas armas, olhou atentamente para o rosto do samurai e disse:
- [ Rapaz! Gostei da mudança do cabelo ]
Mon então guardou suas armas, se aproximou do samurai e fez uma reverência típica de Ninjin. Depois Mon avistou os demais heróis, reconheceu a armadura de Pelicanus e Markytus e disse:
- Então, Tchelus com certeza quer minha ajuda. Mandar os dois até aqui só para me dar um recado?
Pelicanus se aproximou de Mon-Bing, se curvou e entregou a carta. Samuel se aproximou de Mon e disse:
- Nossa, é um prazer enorme conhecê-la! Sempre ouvi falar de você e depois das histórias que o Kaco contou, nossa, sou seu fã agora!
Mon olhou direito para o ladino e disse:
- E Tchelus deve estar desesperado! Se ele chamou até este ladino...
Mon abriu o envelope e começou a ler a carta:
Art.
Poderia dar muito mais detalhes nesta carta, amiga, mas acho que o nome diz por si só quais são os problemas. Ele não está sozinho. Até mesmo Ela está do lado dele. Procure Kaco se estiver fácil de encontrá-lo.
Perdoe-me por interromper seu descanso, mas preciso de sua ajuda. Sua experiência pode ajudar este grupo diferente aí reunido e poucas pessoas sabem onde está guardada a lendária espada Tablet. Por favor, a encontre e entregue a Pelicanus.
Guarde um pedaço de queijo cheddar para quando nos encontrarmos.
Abraços saudosos, Sir Tchelus.
“Justamente quando o cheddar acabou” pensou Mon-Bing. Ela perguntou para Pelicanus:
- Para onde vocês vão depois disto?
- Para Isketchecoslováquia. – disse Pelicanus – Pediremos ajuda militar.
- Mas oxi, o que a carta diz, Mon-Bing? – perguntou Markytus.
- Primeiro que Tchelus tem seus motivos para se desesperar. Segundo que a viagem para Isketchecoslováquia vai ser interrompida por um tempo. Vamos voltar para Ledika. Vamos pegar o primeiro barco para Janver.
- Porque isto? – perguntou Pelicanus.
- Já ouviu falar de uma espada chamada Tablet? – disse Mon-Bing.
- A espada Tablet? – disse Pelicanus.
- Oxi, a espada Tablet? – disse Markytus.
- Aquela de todas aquelas lendas? – disse Pedro.
- Eu finalmente terei alguma fala neste capítulo? – disse Peko.
- Sim. Lamento informar de que ela não é uma lenda, mas já foi muito usada em momentos cruciais da história de Hizketch. Pelicanus, agora é a sua vez! – disse Mon-Bing. – Kaco, você pode vir conosco?
- Claro que sim! Não imaginava que seria tudo tão importante assim, mas você parou o descanso e ainda vamos atrás da Tablet! Fe, você pode vir?
- Ah, eu tenho que dar comida pro cachorro antes, mas posso ir sim! – respondeu Fe-Uiaa.
- Então, vamos para o porto de Avor! – disse Mon-Bing.
Ocasionalmente, se este fosse um dia normal, nossos heróis encontrariam monstros gigantes no caminho, mas não era o caso, então a volta para a zona urbana costeira de Avor foi extremamente calma, dando tempo para todos se conhecerem melhor.
Tendo o Furmankiewicz já zarpado, Kaco usou sua diplomacia em Ninjin para achar uma embarcação. Os samurais respondiam ao imperador de Ninjin, logo não foi difícil para que Kaco conseguisse uma nau militar para partir para Janven.
Todos os heróis embarcaram na nau militar, esperando apenas o momento da nau partir e se despedir de Ninjin. Kaco ainda usou sua diplomacia para conseguir uma boa refeição para os heróis, refeição esta que foi composta de frutos do mar, na sua grande maioria crus. Samuel demorou em conseguir aprender a comer com os palitinhos e, quando aprendeu, a comida havia acabado e o ladino teve que se contentar com a ração obtida na Taverna de Skoll. Não que isto fosse ruim, mas já fazia um tempo que ele se alimentava só disto que poderia mudar o cardápio, mesmo que fosse para peixe cru.
Em pouco tempo o navio zarpou carregando consigo dez heróis que seriam importantíssimos para os eventos que vieram em seguir. No entanto os dez começavam a se conhecer e colocar suas diferenças em cheque.
No navio, Samuel olhava para o mar, com pensamentos distantes. Na verdade sua alma estava aflita, saudosa de algo importantíssimo. Os demais que observaram isto ficaram curiosos. Markytus se aproximou do ladino e perguntou:
- Pensando longe, Samuel?
- Não tão longe quanto algo – respondeu o ladino.
- É alguém? – perguntou Markytus.
- É – disse Samuel.
- Ahn... – disse Markytus.
- É – disse Samuel.
- Geralmente quando a gente pergunta se é alguém, a pessoa responde o nome de quem ela está pensando. – disse Markytus.
- Oras, não é mais fácil perguntar qual o nome da pessoa? Porque perguntar se é alguém? Eu respondi corretamente! – disse Samuel.
- Ahn... – disse Markytus – É, a lógica está certa.
- Posso te chamar de Marky? – disse Samuel.
- Claro! – disse Markytus.
- Marky, se a gente precisa da espada Tablet, significa que a situação é muito mais perigosa do que eu pensei, não?
- Olha, se eu tivesse noção do quão perigoso você havia pensado, eu até responderia. Mas você se acostuma!
- Como assim eu me acostumo? Eu quero terminar isto logo e voltar para uma vida normal.
- Rapaz, eu te garanto uma coisa. Depois de ajudar Hizketch uma vez, você vai querer ajudar sempre.
Samuel ficou pensativo. Markytus esperou Samuel falar algo. Samuel continuou pensativo. Markytus perdeu a paciência e se juntou aos demais. Samuel continuou pensativo e depois voltou a olhar para o mar, agora mais pensativo que antes.
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Para quem ainda não viu, o Contos de Hizketch tem um blog irmão, a Taverna de Skol. Entrem lá para acompanhar novidades, curiosidades e brincadeiras com personagens, situações e outras coisas de Hizketch.
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Escriturado por: Sir Refevas
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