 Hizketch é um mundo insano, recheado de pessoas loucas, situações confusas e aventuras fantásticas.
Contos de Hizketch trata apenas de compilá-las para que pessoas igualmente insanas leiam.
Capítulos novos serão postados a cada semana, exceto quando o autor se encontrar impossibilitado, ou quando os leitores abandonarem o site de vez.
Novidades, curiosidades e brincadeiras: Veja a Taverna de Skoll
 0 - Mad World
1 - The Message
2 - Absolute Begginers
3 – Games Without Frontiers
4 – Welcome to the Jungle
5 – Everybody's Problem
6 – Trouble
7 – Heat of the Moment
8 – Rumors
9 – Who Can It Be Now
10 – Where Is My Mind?
11 – I Remember You
12 – I Want Action
13 – Sailing
14 – Sailor Man
15 – Live for Tomorrow!
16 – Open Letter
17 – Sledgehammer
18 – Treat Me Right
19 – Here We Are
20 – Stone Cold
21 – Do You really Want to Hurt Me
22 – Super Trouper

Taverna de Skoll
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Sexta-feira, Março 07, 2008
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Capítulo 18 – Treat Me Right
No meio da madrugada em Janver, Mon-Bing, Ângela, Phionna dormiam em um dos quartos da taverna de Yes, acompanhadas pela tagarela Ju. Neste momento quatro figuras misteriosas tentavam entrar no quarto em que as heroínas dormiam. Pouco tempo depois, uma destas figuras abriu a janela e ajudou as demais a entrarem. Mais um breve período cronológico após a ação anterior, as quatro figuras misteriosas estavam dentro do quarto. Uma delas, que posava como líder do grupo e, provavelmente era exatamente isto que ele era: aquele que posa como líder, cochichou bem baixinho aos demais:
- Está com a maga, não?
- Sim, me contaram que está com ela sim! - Cochichou uma das duas mulheres do grupo.
Então as quatro figuras caminharam silenciosamente em direção a cama de Ângela, tomando todo o cuidado para não fazer barulho. De repente, as quatro figuras pararam. Eles não conseguiam mais andar em direção à Ângela. A outra mulher do grupo cochichou:
- Isto se chama magia de proteção!
- Você consegue reverter isto, Katia? - respondeu aquele que posava como líder.
- Tentarei, mas preciso me concentrar um pouco, F.M. - disse Katia.
Neste momento, um som seco cortou o ar do recinto. F.M. perguntou:
- O que foi isto?
- Isto se chama "flecha bem acertada na minha mão" - disse Katia, com, obviamente, uma flecha bem acertada em sua mão.
- Isto se chama "ataque surpresa" - disse Mon-Bing, empunhando em seu arco e disparando outra flecha, desta vez em direção ao outro homem do grupo, que conseguiu se esquivar a tempo.
- Droga, eu sabia que teríamos problemas! - disse F.M., empunhando sua espada e indo em direção a Mon-Bing. Neste momento, o outro homem do grupo foi em direção a Katia e usando poderes clericais, começou a curar a ferida na mão da maga:
- Obrigado, Frei! - agradeceu Katia. Frei pensou em responder, mas agora ele tinha que ajudar seus amigos. Katia começou a se concentrar em romper a barreira mágica de Ângela.
Mon-Bing lutava com F.M. e a outra mulher do grupo, quando Frei começou a ajudar seus amigos. Eram três pessoas contra Mon-Bing, o que caracteriza uma luta muito injusta. Logo, Mon-Bing pensou em vendar os seus olhos, para equilibrar a disputa. Não foi necessário. Neste momento, Katia conseguiu romper a barreira mágica de Ângela. O que ela não esperava é que a reação da magia de Ângela quando ela fosse rompida, seria uma explosão, que lançou todas as figuras invasoras, Mon-Bing e as ainda dormentes Phionna e Ju longe. Foi esta explosão que causou o barulho e o clarão que acordou os rapazes em seu quarto.
- Você ouviu isto, Pedro? - disse Samuel, acordando com o barulho e o clarão.
- Mais fácil perguntar quem não ouviu! - disse Pedro se levantando.
- Oxi! Foi nos quartos das meninas, Pelica! - disse Sir Markytus.
- Mais fácil dizer onde não foi! – disse Pelicanus.
- Nossa, como acordamos de péssimo humor nesta madrugada! – disse Kaco.
- Mais fácil falar em qual madrugada as pessoas acordam de bom humor! – disse Fe.
Peko nem se arriscou a dizer nada. O bardo nunca gostou de ficar mudo, mas falar e ser respondido de maneira grossa era algo muito desagradável para uma madrugada em que você acorda com um susto. Deixando as sutilezas de lado, os sete homens seguiram com destino ao cômodo feminino.
Mon-Bing foi a primeira a acordar depois da explosão. Olhando pelo recinto todo, ela viu que, tirando o pouco de fogo que havia no salão, os machucados que estavam nos corpos dos presentes, da parede destroçada do quarto e das camas feitas em pedaços, tudo estava ótimo. Então, calmamente ela levantou e prendeu os quatro intrusos em uma das paredes que permanecia inteira, fincando flechas nas roupas deles. Quando Ju, Phionna e Ângela despertaram do desmaio causado pela explosão, Mon-Bing já havia terminado o trabalho. Quando os quatro intrusos despertaram do desmaio causado pela explosão, eles já estavam presos na parede, com flechas fincadas em suas vestes. Quando Yes veio ver o que aconteceu em sua taverna após a explosão, ela teve um ataque e desmaiou. Quando os homens chegaram àquilo que outrora era um cômodo antes da explosão, aconteceu a cena a seguir. Obviamente, quando a guarda policial chegou para ver o que foi a explosão, toda a cena a seguir já havia acontecido há muito tempo e encontraram apenas a dona da taverna desmaiada.
Os homens chegaram ao resto daquilo que Yes chamou um dia de cômodo, espantando ao ver quatro figuras desconhecidas.
- Esta história realmente terá mais personagens coadjuvantes do que capítulos? – perguntou Peko.
- O que aconteceu aqui? – perguntou Pelicanus.
Ju respondeu:
- Olha, pelo que eu entendi nós fomos dormir. Conversamos um pouco antes disto, mas percebi que todas já haviam dormido e me deitei também. Aí, quatro pessoas entraram de repente no quarto, de uma forma sinistra, entendem? Tentaram atacar a maga ali, que estava com um campo de proteção ligado que fez toda esta zona. Não sei o que eles queriam lá, mas sei que a defesa pessoal da bruxinha ali levou tudo pros ares, aí a baixinha aqui pegou todos eles e espetou no resto da parede, aí vocês chegaram e...
- Da próxima vez, você responde, Mon! – disse Pelicanus, interrompendo Ju. O guerreiro ruivo, Markytus e Kaco encararam os intrusos. Pelicanus disse para aquele que posava como líder:
- Quem são vocês e o que vocês querem?
- Não direi nada! – disse F.M. Pelicanus desembainhou sua espada e prosseguiu:
- Quem são vocês e o que vocês querem?
- Meu nome é Katia, estes são F.M., Frei e Liduc e fomos contratados para pegar o amuleto que está com a maga. – respondeu Kátia.
- Você fala demais! – disse F.M.
- Eu também! – disse Ju.
- Eu também! – disse Samuel.
- Isto sim é um axioma! – disse Peko.
- O que? – perguntou Samuel.
- Sobre você falar muito. É um axioma. – disse Peko.
- O que é um axioma? – perguntou Samuel.
- Axioma é uma verdade universal. Algo que todos aceitamos como verdadeiro. – disse Peko.
- Assim como a soma de um número mais zero é ele mesmo, como a soma de todos os ângulos internos de um triângulo não varia de triângulo para triângulo, como duas linhas paralelas nunca se cruzam, como o livre arbítrio é o motivo do mal existir e como não existe um sentido para a vida? – disse Samuel.
- É por aí mesmo! – disse Peko.
- Eu já acho que não! – disse Ju – Se o fato do Samuel falar muito é algo comprovado, ele deixa de ser um axioma. Ele se torna um corolário, pois partiu de um teorema e chegou-se num resultado.
- Ela me chamou do que? – disse Samuel.
- Faz sentido. Mas, como no caso estamos falando de um ladino pequeno como Samuel, corolário é um termo muito forte. Acho que proposição é o termo correto. – disse Peko.
- Aí sim chegaremos num acordo! – disse Ju.
- Poxa, eu sempre achei que o fato de eu falar muito fosse um princípio. – disse Samuel.
- Mas é sinônimo! – disse Ju.
- De proposição? – disse Samuel.
- Não, de teorema! – disse Ju.
- Na verdade, acho que o termo correto é pleonasmo, devido à obviedade. – disse Peko.
- Como se chamam aquelas palavras que tem som parecido, mas significado completamente diferente? – perguntou Pedro.
Ju, Samuel e Peko olharam entre si, interrogativos.
- Parônimo? – arriscou Samuel.
- Isto mesmo! – disse Pedro – Me desculpem, apenas tentei entrar na conversa, me senti muito solitário fora dela.
- Pelo menos você não está preso na parede – disse F.M.
- Sem mais interrupções agora! – bradou Pelicanus – Vocês foram contratados, certo? Por quem?
- Ah, foi um alquimista chamado Denush! – disse F.M.
- Mas você não nos havia disto que... – disse Kátia, até ser cutucada por Liduc.
- Oxi! Denush? – disse Markytus.
- Ele realmente quer reaver este amuleto de qualquer maneira. Muito do que tentamos deixar secreto está ruindo. Acho melhor prosseguirmos com nossa missão o quanto antes. – disse Pelicanus. Os quatro invasores riam em um tom baixo.
- Mas, vamos deixar a taverna assim? – disse Ju - Daqui a pouco chegarão mais pessoas e não saberemos o que fazer! E que missão vocês estão falando? É algo muito secreto que não pode ser contado nem mesmo para mim? Realmente esta pressa é necessária assim? Não é necessário que alguém fique aqui para resolver tudo?
- Sim, realmente, é! – disse Pelicanus – Ju, você conhece Yes há algum tempo, estou certo?
- Sim! – respondeu Ju.
- Então você pode ficar aqui e explicar para ela tudo o que aconteceu quando ela despertar do desmaio? – perguntou Pelicanus.
- Sim! – respondeu Ju.
- Obrigado! Foi um prazer conhecê-la! – disse Sir Pelicanus.
- Sim! – respondeu Ju.
Nisto, nossos dez heróis partiram de foram triunfal, deixando para trás uma honrada guerreira tagarela, quatro figuras misteriosas e uma taverna com um cômodo despedaçado.
- Kátia, você não teria uma magia de teleporte? – disse F.M., ainda preso na parede, acompanhado por seus amigos.
- Tenho sim! – respondeu a maga.
- E porque você não a usou até agora? – perguntou o irritado F.M.
- Porque eu estava entretida com a conversa! Nem sabia que existia a palavra axioma! – respondeu Kátia.
F.M. não respondeu nada, apenas respirou ofegantemente, deixando clara a sua insatisfação naquele instante. A maga ainda demorou um pouco, mas compreendeu o recado e fez a magia, teleportando-a juntamente com F.M., Liduc e Frei.
Certo tempo depois, a guarda policial de Janver chegou à taverna, encontrando Yes desmaiada. Ju tentou explicar toda a história a eles, com riqueza de detalhes. O relato de Ju foi tão extenso que, na metade deste, parte dos guardas havia dormido. A outra parte havia decidido mudar a legislação local e restringir a quantidade de palavras que seriam permitidas a cada cidadão falar, mas desistiram da idéia ao lembrarem que a burocracia legislativa seria mais longa que a fala de Ju, então deixaram a jovem aspirante a guerreira falando sozinha, e voltaram para suas atividades costumeiras.
Escriturado por: Sir Refevas
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